Na abertura, o dólar recuou e os mercados monitoram o relatório Jolts, os balanços do setor bancário e desdobramentos em Wall Street, com impacto potencial no Ibovespa
O mercado brasileiro começou o pregão com movimento de cautela, com o dólar em queda e a atenção voltada para indicadores e resultados que podem redesenhar expectativas.
Os investidores acompanham dados de emprego dos Estados Unidos, balanços de bancos no Brasil e resultados corporativos que devem influenciar o humor em Wall Street.
As informações e números citados a seguir são fornecidos pelo g1, conforme informação divulgada pelo g1
Abertura do dólar e os números do dia
O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira recuando 0,15% na abertura, cotado a R$ 5,2418, depois de na véspera ter fechado estável, cotada a R$ 5,2495.
No acumulado, a moeda registra, conforme os dados divulgados, alta de 0,04% na semana, alta de 0,04% no mês e queda de 4,36% no ano, refletindo ajustes recentes nas expectativas sobre juros e fluxo internacional.
Agenda internacional e impacto em Wall Street
O destaque externo é a divulgação do relatório JOLTS, que mede o número de vagas de emprego em aberto nos Estados Unidos. O indicador foi adiado, e sua publicação reacende apostas sobre a dinâmica do mercado de trabalho americano.
Além disso, os resultados corporativos nos Estados Unidos afetaram o sentimento, depois de a Alphabet prever gastos elevados com inteligência artificial, e agora a atenção se volta para os resultados da Amazon, que podem influenciar setores de tecnologia e consumo.
Temporada de balanços no Brasil e efeito sobre o Ibovespa
No Brasil, a temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 segue relevante para o desempenho da bolsa. Entre os bancos, o resultado do setor tende a ter peso sobre o Ibovespa, dado o papel das instituições financeiras na composição do índice.
O Itaú divulgou lucro líquido de R$ 12,32 bilhões no quarto trimestre, resultado que representou alta de 3,7% em relação ao trimestre anterior e de 13,2% na comparação anual, e que superou as previsões dos analistas.
O Bradesco deve divulgar seus resultados após o fechamento da bolsa hoje, e o Santander informou lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025. No entanto, o Santander registrou resultado antes de impostos abaixo do esperado, o que pressionou as ações do setor e contribuiu para recuos em papéis de Banco do Brasil, Bradesco e Itaú na sessão anterior.
Essas quedas em bancos arrastaram o índice, e a expectativa é que próximos balanços de empresas como Multiplan, Porto Seguro e outros mantenham a volatilidade.
Bolsas globais e cenário de curto prazo
Os mercados globais encerraram o pregão anterior com sinais mistos, em um ambiente de cautela. Em Wall Street, o Dow Jones avançou 0,53%, enquanto o S&P 500 caiu 0,51% e o Nasdaq recuou 1,51%.
Na Europa, o índice STOXX 600 registrou um novo recorde de fechamento com ganhos modestos. Entre os principais mercados, o CAC 40 subiu 1,01%, o DAX caiu 0,72% e o FTSE 100 avançou 0,85%.
Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta, com o CSI300 avançando 0,83%, o SSEC de Xangai subindo 0,85% e o Hang Seng de Hong Kong tendo alta de 0,05%. No Japão, o Nikkei avançou 0,78%, o Kospi da Coreia do Sul subiu 1,57%, o Taiex de Taiwan teve alta de 0,29%, e o Straits Times, de Cingapura, ganhou 0,43%.
No Brasil, a balança comercial de janeiro também está na agenda, com expectativa de superávit de US$ 3,8 bilhões, número que pode influenciar o fluxo de câmbio e a formação do preço do dólar nos próximos dias.
Em resumo, o movimento do dólar no curto prazo deve continuar condicionado a dados macro dos EUA, à temporada de resultados no Brasil e a sinais vindos das grandes empresas nos Estados Unidos, que juntos moldam o apetite por risco e o comportamento do Ibovespa.