quinta-feira, junho 4, 2026

Dólar cai no início do dia com cautela sobre escolha do presidente do Fed, ameaças de tarifas de Trump ao Canadá e atenção ao boletim Focus

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Mercado observa redução da projeção de inflação no Boletim Focus, expectativa sobre nome ao Fed, tensões entre EUA, Canadá e China e alta do Ibovespa

O dólar começou a sessão desta segunda-feira em queda de 0,22%, sendo cotado a R$ 5,2749 por volta das 9h, refletindo uma combinação de cautela por decisões de política monetária e riscos geopolíticos.

Investidores monitoram a expectativa sobre a escolha do novo presidente do Fed nos Estados Unidos, e movimentos diplomáticos recentes entre China e Canadá elevam a aversão ao risco, com possíveis efeitos sobre o câmbio.

Na cena doméstica, o Boletim Focus trouxe projeções revisadas para inflação e juros, e o mercado também registra sinais de otimismo nas bolsas, conforme informação divulgada pelo g1.

Leitura rápida dos números, referências e contexto

Na sexta-feira, o dólar subiu 0,05%, cotado a R$ 5,2867. No mesmo dia, o Ibovespa fechou em alta de 1,86%, aos 178.858,54 pontos, marcando o quinto dia consecutivo de ganhos e renovando máximas históricas intradiárias.

Os acumulados mostram pressão vendedora no câmbio e recuperação na bolsa, com dados publicados pelo g1 indicando: Acumulado da semana: -1,60%;Acumulado do mês: -3,68%;Acumulado do ano: -3,68% para o dólar, e para o Ibovespa Acumulado da semana: +8,53%;Acumulado do mês: +11,01%;Acumulado do ano: +11,01%.

Boletim Focus e cenário doméstico

Segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central, economistas reduziram a projeção da inflação para 2026 de 4,02% para 4%. A expectativa para a Selic é de queda para 12,25% ao final do ano, enquanto o PIB deve crescer 1,8% e o dólar fechar em R$ 5,51.

O levantamento foi feito com mais de 100 instituições financeiras, e as projeções sinalizam uma trajetória de arrefecimento da inflação nos próximos anos, com estimativas de 3,80% para 2027 e 3,50% para 2028 e 2029.

Tensões geopolíticas e impacto nas expectativas

Nos EUA, cresce a expectativa em torno da escolha do novo presidente do Fed, em meio a rumores de que o presidente Donald Trump pode sinalizar o nome nos próximos dias, gerando questionamentos sobre a autonomia do banco central.

Trump também voltou a ameaçar impor tarifas de 100% ao Canadá caso o país avance em um acordo comercial com a China, aumentando a incerteza entre investidores. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que acordos com o Canadá não têm como alvo terceiros, e o porta-voz Guo Jiakun declarou, “A China entende que os países devem conduzir suas relações uns com os outros com uma mentalidade de ganha-ganha, em vez de soma zero, e por meio da cooperação, e não do confronto”.

Também pesa no sentimento do mercado a possibilidade de nova paralisação do governo americano, diante da resistência de democratas em votar o Orçamento sem mudanças na área de segurança, após o assassinato de Alex Pretti por agentes federais.

Bolsas globais e cenários de risco

Em Wall Street, a sessão de sexta-feira fechou sem direção única, com o Dow Jones Industrial Average caindo 0,58%, o S&P 500 avançando 0,02% e o Nasdaq Composite subindo 0,28%.

Na Europa, o índice STOXX 600 caiu 0,1%, acumulando queda de 1,1% na semana, enquanto as bolsas em Londres, Paris e Milão registraram perdas modestas. Na Ásia, os principais mercados tiveram desempenho misto, após medidas regulatórias na China e resultados variados em Xangai, Hong Kong e Tóquio.

O conjunto de fatores, entre sinais domésticos do Boletim Focus, dúvidas sobre o Fed e tensões comerciais, mantém o dólar sob pressão e a cautela entre investidores, com impacto também nas estratégias para ações e renda fixa, com informações complementares vindas de agências como a Reuters.

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