Dólar cai no primeiro pregão de 2026 e mantém tendência de 2025, Ibovespa sobe com força das commodities e mercado de trabalho aquecido
Dólar cai no primeiro pregão de 2026, abertura em queda e expectativa de alta do Ibovespa, com destaque para mineração, siderurgia e demanda chinesa
O primeiro pregão útil de 2026 começou com um tom de otimismo no mercado brasileiro, embora o cenário externo ainda inspire cautela.
Na abertura, a moeda americana registrou queda, enquanto ações ligadas a commodities puxavam a expectativa de alta do índice Bovespa.
O movimento combina fatores domésticos e internacionais, entre eles a demanda chinesa por matéria-prima e sinais de acomodação no mercado de juros, conforme informação divulgada pelo g1
Abertura do câmbio e números do fechamento de 2025
O dólar abriu o primeiro dia útil do ano em queda, cotado a R$ 5,4518, com baixa de 0,68% às 9h desta sexta-feira (02).
No último pregão de 2025, realizado na terça-feira (30), a moeda americana fechou em queda de 1,47%, cotada a R$ 5,4887.
A moeda americana encerrou o ano com desvalorização superior a 10%, como mostrou o g1, Este foi o pior desempenho anual do dólar em quase uma década.
Acumulado da semana: -0,99%;Acumulado do mês: +2,88%;Acumulado do ano: -11,18%.
Ibovespa e o papel das commodities
O Ibovespa encerrou 2025 em clima positivo, e a abertura de 2026 tende a seguir esse viés, com ações de mineração e siderurgia em destaque.
O Ibovespa encerrou 2025 em clima positivo. No último pregão do ano, o índice subiu 0,40% e fechou aos 161.125 pontos.
Acumulado da semana: +0,14%;Acumulado do mês: +1,29%;Acumulado do ano: +33,95%.
Parte do otimismo vem da China, que reafirmou a meta de crescer 5%, o que tende a sustentar investimentos em infraestrutura e indústria, e, consequentemente, a demanda por minério de ferro e outros insumos fornecidos pelo Brasil.
Riscos domésticos e globais
Embora a demanda por commodities e um mercado de trabalho aquecido sustentem o cenário positivo, a situação fiscal no Brasil permanece no radar dos investidores.
O mercado local ainda lida com a inflação de serviços pressionada e com limitações para cortes rápidos de juros, o que pode contornar ganhos mais amplos no mercado acionário.
No exterior, bolsas começaram o ano em alta, mas analistas alertam que o desempenho do primeiro pregão não é determinante para 2026, e que a atenção ficará voltada a decisões de política monetária e a riscos geopolíticos.
Ativos seguros e commodities
O ouro subiu mais de 1% no primeiro pregão do ano, ampliando um movimento histórico: em 2025, o metal teve a maior valorização em 46 anos.
Metais preciosos seguem como porto seguro diante da fraqueza do dólar, das tensões geopolíticas e da expectativa de juros mais baixos nos Estados Unidos.
Em resumo, o cenário de abertura de 2026 traz um dólar em baixa e um Ibovespa favorecido por commodities, mas com atenções voltadas para a política monetária, a postura fiscal e a evolução da demanda global, especialmente da China.