quinta-feira, junho 4, 2026

Dólar e Ibovespa recuam com atenção aos EUA, balanço da Nvidia e incerteza política no Brasil, veja os números do mercado e das contas públicas

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Dólar e Ibovespa perdem força após discurso de Trump, expectativa pelo balanço da Nvidia e pesquisa que mostra Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados

Os mercados brasileiros abriram em leve queda nesta quarta-feira, com investidores divididos entre sinais vindos dos Estados Unidos e o cenário político doméstico.

O foco inclui o discurso do presidente americano, a divulgação do balanço da Nvidia e dados fiscais no Brasil, todos capazes de movimentar câmbio e bolsa.

Por volta das 12h15, o dólar recuava 0,11%, a R$ 5,1495, enquanto o Ibovespa registrava baixa de 0,27%, aos 190.964 pontos, conforme informação divulgada pelo g1.

Movimentos no câmbio e na bolsa

Na véspera, o mercado reagiu a fatores políticos e a entrada de capital estrangeiro, com o dólar comercial caindo 0,26%, a R$ 5,1553, e o principal índice da bolsa encerrando em alta de 1,40%, aos 191.490,40 pontos.

O desempenho recente deixa o dólar e Ibovespa com variações expressivas no acumulado: para o dólar, acumulado da semana -0,40%, do mês -1,76% e do ano -6,07%.

No caso do Ibovespa, acumulado da semana +0,50%, do mês +5,58% e do ano +18,85%, refletindo recuperação das ações desde o início do ano.

Contexto internacional e discurso de Trump

O tradicional discurso do Estado da União, proferido por Donald Trump, teve 1 hora e 48 minutos e trouxe mensagens firmes sobre Irã, hemisfério ocidental e economia.

Trump evitou citar a China no discurso, ameaçou o Irã, comemorou operação que levou à captura do ex-presidente Nicolás Maduro e propôs uma tarifa global de 15% sobre produtos importados, segundo o texto do discurso.

Além disso, investidores acompanham o balanço da Nvidia, que será divulgado após o fechamento dos mercados nos EUA, e discursos de dirigentes do Federal Reserve, eventos que podem aumentar a volatilidade em ações e ativos ligados a inteligência artificial.

Contas públicas e agenda no Brasil

O Tesouro Nacional informou que o Governo Central registrou superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro, resultado acima da expectativa de superávit de R$ 88,8 bilhões.

Em comparação com janeiro do ano passado, houve leve piora, já que em 2024 o superávit foi de R$ 88,84 bilhões, em valores corrigidos pela inflação, conforme os números divulgados.

A meta para 2026 é um superávit de 0,25% do PIB, cerca de R$ 34,3 bilhões, com uma faixa de tolerância de 0,25 ponto percentual, o que permite que a meta seja considerada cumprida mesmo com resultado zero ou superávit de até R$ 68,6 bilhões.

O arcabouço fiscal também permite a exclusão de até R$ 57,8 bilhões em despesas do cálculo, e na prática a previsão é de déficit de R$ 23,3 bilhões em 2026, cenário que pode manter as contas públicas no vermelho ao longo do mandato.

Risco político e percepção do mercado

Pesquisas e episódios políticos seguem influenciando o humor dos investidores, com uma sondagem da AtlasIntel mostrando Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados em um eventual segundo turno, com 46,2% e 46,3%, respectivamente.

A repercussão negativa do desfile da Acadêmicos de Niterói contribuiu para a atenção do mercado sobre o risco político, e isso já se refletiu em movimentos do Ibovespa e do câmbio nos últimos pregões.

O que observar nas próximas horas

Analistas e operadores acompanham o resultado da Nvidia e falas do Fed, além do fluxo cambial semanal que será divulgado no Brasil, todos capazes de marcar o rumo do dólar e Ibovespa nas próximas sessões.

Tarifas anunciadas pelos EUA, indicadores econômicos e a evolução das pesquisas políticas também devem determinar a volatilidade, com investidores atentos a notícias que podem acelerar entradas ou saídas de capital.

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