Dólar em alta com CPI dos EUA, IGP-10 fraco e caso Banco Master, entenda por que R$ 5,2240 pressiona a bolsa e os balanços de bancos e mineradoras
Dólar abre em alta, negociado a R$ 5,2240, com mercado atento ao CPI dos EUA, ao recuo do IGP-10, às investigações sobre o Banco Master e aos balanços corporativos
O dólar iniciou a sessão em alta, diante da expectativa pelo índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos e de desdobramentos políticos no Brasil.
Investidores também reagiam a resultados corporativos e a indicadores domésticos, que trouxeram sinais mistos sobre atividade e inflação.
Na véspera, a moeda americana fechou em alta de 0,25%, cotada a R$ 5,1998, e o Ibovespa fechou em queda de 1,02%, aos 187.766 pontos, conforme informação divulgada pelo g1.
Inflação nos EUA e impacto imediato sobre o câmbio
O principal foco do mercado é o CPI de janeiro nos EUA, com divulgação prevista para as 10h30, dado que ajuda a antecipar os próximos passos do Federal Reserve.
Depois do Payroll acima do esperado na quarta-feira, uma leitura de inflação mais alta aumentaria a chance de manutenção de juros mais elevados, o que costuma valorizar o dólar e pressionar bolsas.
Na abertura, o dólar marcava alta de 0,47%, negociado a R$ 5,2240, refletindo esse ajuste de preços entre ativos globais.
Cenário político no Brasil e o caso Banco Master
No plano doméstico, o Supremo Tribunal Federal registrou movimentação sensível ao mercado, com a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Banco Master.
Conforme informação divulgada pelo g1, o ministro do STF Dias Toffoli solicitou o afastamento da relatoria do caso Banco Master, e o processo foi redistribuído, cabendo ao novo relator, André Mendonça, tomar novas decisões no caso.
A mudança ocorreu depois que a Polícia Federal encontrou menções a Toffoli em dados do celular do banqueiro investigado, o que gerou desconforto no tribunal, embora os ministros tenham afirmado que não há prova de irregularidade por parte de Toffoli.
Indicadores domésticos e balanços que pesam no humor do investidor
O IGP-10 de fevereiro caiu 0,42%, resultado mais fraco que o esperado pelo mercado, que projetava uma queda de 0,12%, segundo a Fundação Getulio Vargas, e passou a acumular deflação de 2,25% em 12 meses.
As vendas no varejo recuaram 0,4% em dezembro na comparação com o mês anterior e subiram 2,3% sobre um ano antes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, reforçando leitura heterogênea da atividade.
No radar de resultados, o Banco do Brasil informou um calote de R$ 3,6 bilhões no quarto trimestre de 2025, e disse que a taxa de inadimplência subiu para 5,17%, quando poderia ter ficado em 4,88% sem esse caso, enquanto o banco registrou lucro de R$ 20,7 bilhões em 2025.
A Vale encerrou o quarto trimestre no vermelho, com prejuízo de US$ 3,8 bilhões, puxado por ajustes contábeis relacionados ao níquel, embora vendas de minério de ferro e cobre tenham sido boas.
Mercados globais e repercussão nas bolsas
Em Wall Street, as bolsas abriram em leve queda na expectativa pelo CPI, após recuo forte na véspera, quando o Nasdaq caiu 2%, o S&P 500 perdeu cerca de 1,6% e o Dow Jones recuou 1,3%.
Na Ásia, os principais índices encerraram em baixa, com Hang Seng em queda de 1,72%, Xangai recuando 1,26%, CSI300 caindo 1,25% e Nikkei perdendo 1,21%.
Dados e decisões externas sobre inflação influenciam o fluxo para o dólar, enquanto ativos considerados de proteção, como o ouro, registram alta e o petróleo se mantém quase estável, conforme informação divulgada pelo g1.
Resumo das cotações e indicadores citados, conforme informação divulgada pelo g1: Na véspera, a moeda americana fechou em alta de 0,25%, cotada a R$ 5,1998. O dólar inicia esta sexta-feira (13) em alta de 0,47%, negociado a R$ 5,2240. Acumulado da semana: -0,39%;Acumulado do mês: -0,91%;Acumulado do ano: -5,26%.