quinta-feira, junho 4, 2026

Dólar em alta com negociações entre EUA e Irã, possível decisão de Trump e risco no Estreito de Ormuz, efeitos no petróleo, no Ibovespa e no mercado brasileiro

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Dólar reage a reunião em Genebra e a incertezas geopolíticas, cotado a R$ 5,1307, enquanto investidores monitoram petróleo, indicadores americanos e cenário doméstico

O mercado iniciou a sessão desta quinta-feira com foco nas negociações entre Estados Unidos e Irã, diante da possibilidade de uma decisão americana sobre ação militar e do impacto no apetite por risco.

Por volta das 9h05, a moeda americana subia 0,12%, cotada a R$ 5,1307. Na véspera, a moeda americana caiu 0,60%, cotada a R$ 5,1246, menor nível desde 21 de maio de 2024.

Além do noticiário geopolítico, investidores aguardam indicadores nos EUA e no Brasil, em um dia marcado pela cautela global, conforme informação divulgada pelo g1.

Tensão entre EUA e Irã e o efeito no dólar

A possibilidade de um ataque dos Estados Unidos ao Irã mantém os mercados em alerta e pode reforçar a busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar. Segundo reportagens internacionais, o presidente Donald Trump pode decidir sobre um possível ataque após o resultado de uma reunião em Genebra.

Conforme divulgado, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou ver chances de um resultado positivo no encontro, e o ministro de Relações Exteriores, Abbas Araqchi, disse que um acordo é possível se a diplomacia for priorizada. Do lado americano, o secretário de Estado Marco Rubio disse na quarta-feira (25) que espera uma reunião produtiva, mas afirmou que o governo iraniano enfrentará “um grande problema” se resistir a discutir os limites dos mísseis.

Impacto nos preços do petróleo e nos mercados globais

Apesar das incertezas sobre o Irã, o petróleo recuava nesta manhã, em movimento que ajuda a moderar pressões inflacionárias e a contener alta do dólar em segmentos correlacionados. Segundo a fonte, o Brent caía 1,31%, a US$ 69,91 por barril, enquanto o WTI recuava 1,59%, a US$ 64,37.

Os contratos futuros em Wall Street apontavam abertura com leve baixa, refletindo cautela, e os mercados europeus operavam de forma mista, com atenção ao setor de tecnologia e aos resultados corporativos recentes.

Agenda de indicadores e cenários domésticos

Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho divulgaria os pedidos iniciais de seguro-desemprego da semana até 21 de fevereiro, com a semana anterior registrando 206 mil pedidos, e a expectativa agora é de 215 mil. No Brasil, em um dia com poucos indicadores locais, prevalece o acompanhamento do cenário internacional.

O noticiário político interno também repercutia nas mesas de operações, com pesquisa da AtlasIntel mostrando Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados em um eventual segundo turno, leitura que parte do mercado interpreta como possível sinal de mudança no comando do país em 2026.

Resumo dos números e comportamento dos investidores

Os dados de desempenho recentes, conforme informado, mostram as variações acumuladas para o dólar e para o Ibovespa, refletindo o contexto atual: “Acumulado da semana: -0,99%;Acumulado do mês: -2,34%;Acumulado do ano: -6,63%.” Para a bolsa, “Acumulado da semana: +0,32%;Acumulado do mês: +5,39%;Acumulado do ano: +18,63%.”

Em períodos de tensão geopolítica, investidores tendem a migrar para o dólar e se afastar de ativos mais arriscados, como ações, o que pode amplificar volatilidade. A possibilidade de bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio mundial de petróleo, é um dos riscos que podem pressionar preços e reforçar o fluxo para a moeda americana.

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