Dólar em alta com pressões de Trump sobre a Groenlândia, risco de tarifas e fala em Davos impulsionam câmbio enquanto Fed e Ibovespa ficam na mira

Dólar sobe 0,28% e vai a R$ 5,3791 por volta das 9h, com investidores atentos a ameaças de tarifas de Trump, reação da União Europeia, Fórum de Davos e audiência no Fed

O dólar abriu em alta nesta terça-feira, em um dia em que tensões geopolíticas e decisões institucionais pressionam o mercado de câmbio.

Entre os fatores em destaque estão a ofensiva do presidente americano, Donald Trump, sobre a Groenlândia, a reação de países europeus, e eventos em Davos que trazem incerteza aos investidores.

Todas as informações a seguir foram compiladas e organizadas, conforme informação divulgada pelo g1.

Mercado doméstico e os números do dia

O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (20) em alta, com avanço de 0,28% por volta das 9h, cotado a R$ 5,3791, enquanto, na véspera, “a moeda americana encerrou em queda de 0,16%, cotada a R$ 5,3640”.

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, opera com atenção, depois que a praça local “avançou 0,03%, aos 164.849 pontos” na sessão anterior. Sobre desempenhos acumulados, o relatório aponta, entre outros números, “Acumulado da semana: -0,16%;Acumulado do mês: -2,27%;Acumulado do ano: -2,27%” para o dólar, e para o Ibovespa, “Acumulado da semana: +0,03%;Acumulado do mês: +2,31%;Acumulado do ano: +2,31%”.

Tensão entre EUA e União Europeia, Groenlândia e as retaliações

A tentativa de Washington de aumentar seu controle sobre a Groenlândia gerou uma nova frente de atrito entre os Estados Unidos e países europeus.

Segundo o noticiário, declarações recentes do presidente americano e a ameaça de tarifas levaram líderes europeus a classificar as medidas como “inaceitáveis”, e países do bloco já avaliam possíveis contramedidas, incluindo o uso do chamado Instrumento Anticoerção.

O texto ainda cita que o presidente francês, Emmanuel Macron, enviou uma mensagem direta a Trump, afirmando, “Não entendo o que você está fazendo em relação à Groenlândia”. Em paralelo, ações diplomáticas e reuniões de emergência foram convocadas, o que reforça a percepção de risco político no curto prazo.

Fórum de Davos e audiências que mexem com o mercado

O início do Fórum Econômico Mundial, em Davos, aumenta a volatilidade, já que representantes políticos e empresariais discutem temas que afetam fluxo de capitais globalmente, e o presidente Trump deve discursar e se reunir com “diversas partes” para defender sua posição sobre a ilha.

Além disso, investidores acompanham a audiência da diretora do Federal Reserve, Lisa Cook, na Suprema Corte dos EUA, após uma tentativa de demissão por parte de Trump, um caso visto como um teste relevante para a independência do banco central americano.

Bolsas globais e sinais de risco

Em dia de feriado nos EUA, as praças internacionais registraram sinais de nervosismo, com a Europa em destaque negativo. O índice pan-europeu STOXX recuou 1,23%, enquanto o FTSE 100 caiu 0,39%, o DAX recuou 1,34% e o CAC 40 teve a maior queda do dia, com perda de 1,78%.

Na Ásia, o movimento foi misto, influenciado por dados da China e ações do banco central chinês. No fechamento, o índice de Xangai subiu 0,29% para 4.114 pontos, o CSI300 avançou 0,05% para 4.734 pontos, e o Hang Seng caiu 1,05% para 26.563 pontos. O Nikkei recuou 0,6% para 53.583 pontos, o Kospi subiu 1,32% para 4.904 pontos, o Taiex avançou 0,73% para 31.639 pontos, e o Straits Times caiu 0,51% para 4.824 pontos.

O que monitorar agora

Os próximos passos a observar são a continuidade das reações da União Europeia às ameaças de tarifas, o conteúdo das falas em Davos e o desfecho da audiência envolvendo a diretora do Fed, que podem alterar a percepção sobre risco global e pressionar o dólar e a bolsa brasileira.

Para o investidor, a combinação entre tensão política, decisões sobre tarifas e sinais da política monetária promete manter a volatilidade elevada, com impacto direto no câmbio e em portfólios expostos ao risco externo.