Dólar inicia o dia em alta com prévia da inflação no Brasil e PIB dos EUA no radar, enquanto investidores analisam cenário político e mercados internacionais.
A moeda americana iniciou a sessão desta terça-feira (23) em alta, avançando 0,13% por volta das 9h10, cotada a R$ 5,5938. O movimento reflete a cautela dos investidores diante de uma agenda econômica repleta de indicadores importantes, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.
Apesar do calendário encurtado às vésperas do Natal, o dia reserva uma agenda relevante para os mercados. Indicadores como a prévia da inflação no Brasil e da atividade econômica nos EUA, além de ruídos políticos, ajudam a moldar o humor dos investidores e a direcionar o comportamento do dólar.
Na véspera, o dólar já havia registrado alta de 0,99%, fechando cotado a R$ 5,5836. O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, por sua vez, recuou 0,21%, terminando o dia aos 158.142 pontos. Conforme informação divulgada pelo g1, o dia reserva dados que podem intensificar as oscilações dos preços devido à menor liquidez.
Prévia da Inflação Brasileira e PIB dos EUA em Destaque
No Brasil, o foco principal está na divulgação do IPCA-15 de dezembro, que funciona como uma prévia da inflação oficial. As estimativas apontam para uma alta mensal de 0,27%, consolidando uma inflação acumulada de 4,43% em 12 meses. A pressão maior vem do setor de serviços, especialmente devido ao aumento das passagens aéreas.
Nos Estados Unidos, o mercado acompanha de perto a divulgação do PIB do terceiro trimestre. A expectativa é de um crescimento anualizado de 3,3%, um ritmo inferior ao observado no trimestre anterior. Outros indicadores americanos relevantes incluem a produção industrial de novembro, com previsão de leve avanço, além de dados de confiança do consumidor e novas moradias, que fornecem pistas sobre o fôlego do consumo e do mercado imobiliário.
Cenário Político Doméstico e Mercado Internacional Influenciam o Dólar
No cenário político doméstico, investidores podem repercutir a primeira entrevista do ex-presidente Jair Bolsonaro desde a prisão, em meio a especulações sobre a possível candidatura de Flávio Bolsonaro. Parte do mercado avalia que esse cenário pode impactar a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, consequentemente, os ajustes fiscais. Tarcísio de Freitas (Republicanos) é visto como um nome competitivo para unificar a direita.
No mercado internacional, o ouro segue oscilando perto da marca de US$ 4.500 por onça, após atingir um recorde de US$ 4.497,55. A valorização do metal precioso no ano já supera 70%, impulsionada pela busca por proteção, expectativas de cortes nos juros americanos, compras de bancos centrais e a tendência de desdolarização.
Orçamento de 2026 Aprovado e Bolsas Globais em Movimento
Em outra notícia relevante, o Congresso Nacional aprovou o Orçamento de 2026. O texto prevê uma reserva de R$ 61 bilhões para emendas parlamentares e projeta um superávit de R$ 34,5 bilhões nas contas do governo. A proposta também contempla cortes em gastos previdenciários e em programas sociais, ao mesmo tempo em que estabelece um piso mínimo de R$ 83 bilhões para investimentos públicos.
As bolsas globais apresentaram movimentos diversos. Em Wall Street, os índices acionários fecharam em alta na segunda-feira, impulsionados pela recuperação das ações de tecnologia. Os mercados europeus operaram em alta, com o setor de saúde em destaque. Na Ásia, as bolsas encerraram o dia com resultados variados, com a China apresentando ganhos leves e Hong Kong registrando queda.