Dólar em atenção aos EUA: PCE adiado, PIB projetado em 4,3% e alívio sobre a Groenlândia movimentam mercados e a cotação do dólar

Dólar reage a sinais externos e indicadores americanos, com leve alta na abertura, influência do recuo de tarifas anunciado por Trump e foco no PCE de novembro e no PIB

O mercado abriu com atenção, enquanto o dólar mostrou variação reduzida e as bolsas reagiram ao alívio nas tensões entre os EUA e países europeus.

Investidores monitoram dados de inflação e atividade nos Estados Unidos, que podem mudar a percepção sobre política monetária e fluxo de recursos para ativos emergentes.

conforme informação divulgada pelo g1

Cenário externo e indicadores dos EUA

Na agenda americana, o destaque é o indicador de inflação usado pelo Federal Reserve, o PCE de novembro, cuja divulgação “foi adiada devido ao shutdown que terminou em novembro, após 43 dias de paralisação do governo”.

Também está prevista a leitura final do Produto Interno Bruto, com expectativa de crescimento anualizado de 4,3%, e os pedidos semanais de auxílio-desemprego, que seguem influenciando decisões de curto prazo no mercado.

Como isso afetou a abertura e a sessão no Brasil

O mercado doméstico abriu com o dólar em leve alta, seguindo o fluxo externo e as expectativas sobre os dados americanos, “o dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (22) em leve alta, com avanço de 0,03% na abertura, cotado a R$ 5,3213”.

Na véspera houve movimento de correção na moeda, “a moeda americana recuou 1,13%, a R$ 5,3196”, enquanto o principal índice da bolsa registrou forte recuperação.

O Ibovespa teve desempenho de destaque, “o Ibovespa encerrou com alta de 3,33%, o maior ganho diário desde abril de 2023, chegando aos 171.817 pontos”, refletindo o ambiente externo mais favorável.

Tensão sobre a Groenlândia e recuo de tarifas

O alívio no mercado também veio após sinais de distensão política, com o presidente americano anunciando entendimento sobre a Groenlândia e recuando de medidas que elevavam o risco global.

Entre as mensagens divulgadas, o presidente afirmou, “Com base em uma reunião muito produtiva que tive com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, formamos a estrutura de um futuro acordo relacionado à Groenlândia e, na prática, a toda a região do Ártico”, e completou que, caso a solução avance, “será muito positiva para os EUA e para todos os países da Otan”.

Em reação às declarações, houve também o recuo das “tarifas de 10% impostas a países europeus” que haviam sido anunciadas, o que reduziu a percepção de risco e favoreceu o apetite por ativos de maior risco.

Autoridades europeias, no entanto, limitaram expectativas sobre ceder soberania, com a primeira-ministra da Dinamarca afirmando que “não houve negociação com a Otan ontem sobre soberania” e a porta-voz da organização dizendo, “O secretário-geral não propôs qualquer compromisso em relação à soberania durante sua reunião com o presidente em Davos”.

Dados, acumulações e perspectivas para o dólar

Os números que ajudam a medir o comportamento recente do dólar mostram uma leve pressão de baixa em períodos mais curtos, com acumulações divulgadas pelo mercado: “Acumulado da semana: -0,98%;Acumulado do mês: -3,08%;Acumulado do ano: -3,08%.”

Do lado da bolsa, os indicadores também registram ganhos, “Acumulado da semana: +4,26%;Acumulado do mês: +6,64%;Acumulado do ano: +6,64%.”

No curto prazo, a cotação do dólar deve seguir sensível às leituras do PCE e do PIB nos EUA, e a qualquer novo sinal político que altere a percepção de risco global, com investidores avaliando o balanço entre dados econômicos e notícias internacionais.