Abertura mostra o dólar recuando, com mercado atento ao relatório Jolts, aos resultados de Amazon e Bradesco, e à influência dos bancos no Ibovespa
O dólar iniciou a sessão em queda, recuando 0,15% na abertura, cotado a R$ 5,2418, ante o fechamento anterior de R$ 5,2495. A movimentação reflete um ambiente de cautela entre investidores.
Nos Estados Unidos, o foco está no relatório Jolts, que traz dados sobre vagas em aberto, e nas notícias corporativas, após a Alphabet sinalizar gastos maiores com inteligência artificial, o que afetou o apetite por risco em Wall Street.
No Brasil, a agenda traz a expectativa de superávit de US$ 3,8 bilhões para a balança comercial de janeiro, e a continuação da temporada de balanços, com o Bradesco divulgando resultados após o fechamento da bolsa, conforme informação divulgada pelo g1.
Abertura do mercado e números do dia
O movimento do dólar acompanha dados locais e externos, com acumulados recentes mostrando Acumulado da semana: +0,04%, Acumulado do mês: +0,04%, Acumulado do ano: -4,36%.
O principal índice brasileiro também tem olhos voltados para os balanços, depois de encerrar a véspera com queda de 2,14%, aos 181.708 pontos, e acumulados de Acumulado da semana: +0,19%, Acumulado do mês: +0,19%, Acumulado do ano: +12,77%.
Temporada de balanços e impacto dos bancos
A temporada de resultados do quarto trimestre segue influenciando os preços das ações, especialmente pelo peso do setor financeiro no Ibovespa. O Santander registrou lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, em linha com o esperado, mas com resultado antes dos impostos abaixo das projeções, pressionando suas ações.
O desempenho do setor bancário se espalhou, com queda nas ações do Santander acima de 2%, e retração também em Banco do Brasil, Bradesco e Itaú. O próprio Itaú apresentou lucro líquido de R$ 12,32 bilhões no quarto trimestre, alta de 3,7% em relação ao trimestre anterior e de 13,2% na comparação anual, além de ter superado as previsões dos analistas.
Cenário internacional e sinais nas bolsas
Em Wall Street, a reação foi mista, com o Dow Jones avançando 0,53%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq recuaram 0,51% e 1,51%, respectivamente. A notícia sobre gastos maiores da Alphabet em inteligência artificial contribuiu para o clima de aversão ao risco.
Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 registrou um novo recorde de fechamento, com principais mercados mostrando direções distintas, CAC 40 +1,01%, DAX -0,72%, FTSE 100 +0,85%. Na Ásia, houve predominância de altas, com CSI300 +0,83%, SSEC +0,85%, Hang Seng +0,05%, Nikkei +0,78%, Kospi +1,57%, Taiex +0,29% e Straits Times +0,43%.
O que acompanhar ao longo do dia
Fique atento à divulgação do relatório Jolts nos EUA, aos resultados da Amazon e ao balanço do Bradesco após o fechamento, que podem alterar a direção do dólar e do Ibovespa. No Brasil, a balança comercial de janeiro e a reação dos bancos continuam como principais vetores de volatilidade.
Com peso relevante dos bancos no índice, os números corporativos e dados econômicos externos tendem a ditar o humor do mercado, com potencial para influenciar a trajetória do dólar nas próximas sessões.