quinta-feira, junho 4, 2026

Dólar em leve queda e Ibovespa oscilando, com mercado atento à indicação do presidente do Fed, às ameaças comerciais de Trump e ao Boletim Focus do BC

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Expectativa sobre a escolha para o Federal Reserve, decisões de juros no Brasil e tensões geopolíticas pesam sobre o dólar e a bolsa no início da semana

O mercado abriu a semana com comportamento cauteloso, enquanto investidores avaliam sinais sobre a política monetária nos Estados Unidos e no Brasil.

Em paralelo, ameaças comerciais e riscos geopolíticos mantêm a atenção em ativos de risco e em moedas, com impacto direto no câmbio e nas ações.

Os dados e as declarações recentes mostram um cenário misto, com movimentos modestos no curto prazo, conforme informação divulgada pelo g1.

Leitura rápida dos números

Na sexta-feira, o dólar subiu 0,05%, cotado a R$ 5,2867, enquanto o principal índice da bolsa brasileira avançou 1,86%, aos 178.859 pontos, marcando o 5º dia consecutivo de ganhos.

Já nesta segunda-feira, por volta das 10h30, o dólar operava em leve queda de 0,01%, cotado a R$ 5,2863, e o Ibovespa oscilava com queda de 0,02%, aos 178.822 pontos, dados que mostram a volatilidade do início da sessão.

Por que o dólar cai pouco, e por que o mercado está cauteloso

O recuo tímido do dólar reflete a combinação entre expectativas sobre a nomeação do próximo presidente do Federal Reserve e dados domésticos que podem reduzir parte da pressão sobre a moeda.

Rumores de que o presidente dos EUA, Donald Trump, pode indicar o sucessor de Jerome Powell ainda nesta semana deixam os investidores em compasso de espera, por haver dúvidas sobre a autonomia do banco central americano.

Além disso, a possibilidade de novo shutdown do governo americano mantém o mercado atento, porque choques políticos podem alterar a percepção de risco global e fortalecer o apelo por ativos considerados porto seguro, incluindo o dólar.

Boletim Focus e o cenário doméstico

O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central trouxe revisão nas projeções para os próximos anos, com impacto nas expectativas sobre o dólar e juros no Brasil.

Economistas reduziram a projeção da inflação para 2026, de 4,02% para 4%, e mantiveram estimativas estáveis para 2027 a 2029, segundo o levantamento semanal com mais de 100 instituições financeiras.

Para a taxa básica, a previsão é de que a Selic caia para 12,25% ao final de 2026, enquanto a expectativa para o PIB em 2026 é de alta de 1,8% e para a cotação do câmbio é de encerramento do ano em R$ 5,51.

Tensões geopolíticas e efeitos sobre mercados

As ameaças do presidente americano a parceiros comerciais e as movimentações diplomáticas entre China e Canadá também influenciam o humor dos investidores.

Trump afirmou que, se o Canadá fechar um acordo com a China, “estará imediatamente sujeito a uma tarifa de 100% sobre todos os bens e produtos canadenses que entrarem nos Estados Unidos”, comentário que elevou o grau de incerteza nas relações comerciais.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da China declarou, por meio do porta-voz Guo Jiakun, que “a China entende que os países devem conduzir suas relações uns com os outros com uma mentalidade de ganha-ganha, em vez de soma zero, e por meio da cooperação, e não do confronto”.

Panorama internacional e impacto nas bolsas

Nos Estados Unidos, os índices mostravam direção mista perto das 10h30, com Dow Jones caindo 0,58%, S&P 500 subindo 0,03% e Nasdaq em alta de 0,28%, em um dia marcado por resultados corporativos e pela expectativa sobre a decisão do Fed.

Na Europa, houve leve queda, com o STOXX 600 recuando 0,2%, e as praças asiáticas encerraram o pregão de forma praticamente estável, em um quadro de equilíbrio entre ganhos em metais e perdas em tecnologia.

Para os investidores no Brasil, essas variações no exterior, combinadas com os números do Boletim Focus e o noticiário político internacional, explicam a oscilação do dólar e a trajetória recente do Ibovespa.

Em resumo, a sessão mostra que, apesar de movimentos modestos no câmbio, a combinação de nomeação no Fed, leitura do boletim doméstico e tensões comerciais tem potencial para acelerar oscilações nas próximas horas e dias.

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