Dólar opera perto de R$ 5,2863, investidores acompanham escolha do presidente do Fed, boletim Focus e ameaça de tarifas entre EUA, Canadá e China
O dólar começou a segunda-feira em leve queda, com o mercado atento a decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil, e a tensões geopolíticas que podem afetar fluxo de capitais.
Investidores monitoram rumores sobre a indicação do novo presidente do Federal Reserve, e também mensagens do governo americano sobre tarifas, que elevam a aversão ao risco global.
As principais referências para a semana incluem o Boletim Focus do Banco Central e dados de mercado, conforme informação divulgada pelo g1.
Movimento do dólar e números do pregão
Na manhã desta segunda, o dólar operava em leve queda de 0,01%, cotado a R$ 5,2863 perto das 10h30.
Na sexta-feira, o dólar subiu 0,05%, cotado a R$ 5,2867, enquanto o principal índice da bolsa brasileira avançou 1,86%, aos 178.858,54 pontos, marcando o 5º dia consecutivo de ganhos.
No mesmo horário desta segunda, o Ibovespa oscilava, com queda de 0,02%, aos 178.822 pontos, mostrando a sensibilidade do mercado a notícias externas e à rotação de ativos.
Em termos de acumulados, a cotação do dólar apresenta: Acumulado da semana: -1,60%, Acumulado do mês: -3,68%, Acumulado do ano: -3,68%.
Tensões geopolíticas e impacto sobre o câmbio
Entre os fatores que pressionam as expectativas está a ameaça do presidente americano de aplicar tarifas de 100% sobre produtos do Canadá caso o país feche um acordo comercial com a China.
O governo chinês respondeu afirmando que acordos com o Canadá não têm como alvo nenhum terceiro país, e pediu relações baseadas em cooperação, e não confronto, aumentando a incerteza sobre comércio e cadeias globais.
Mensagens desse tipo reforçam o papel do câmbio como termômetro de risco, e podem fortalecer ou enfraquecer o dólar dependendo do comportamento dos fluxos internacionais.
Boletim Focus, inflação e trajetória da Selic
Segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central, economistas reduziram a projeção da inflação para 2026, de 4,02% para 4%.
O levantamento, feito com mais de 100 instituições financeiras, traz a expectativa de que a taxa básica, Selic, caia para 12,25% ao final de 2026, e projeta alta do PIB de 1,8% no mesmo ano.
O mercado também estima que o dólar encerre 2026 em R$ 5,51, segundo o mesmo boletim, números que moldam estratégias de investidores e empresas.
Bolsas globais e desempenho do Ibovespa
Em Wall Street, perto das 10h30, o Dow Jones caía 0,58%, enquanto o S&P 500 ganhava 0,03% e a Nasdaq tinha alta de 0,28%.
Na Europa, o índice STOXX 600 recuava 0,2%, com investidores cautelosos antes de decisões de juros e resultados corporativos.
No Brasil, o movimento conhecido como “sell America” ajudou o Ibovespa a fechar a sexta-feira em alta, renovando recordes intradiários, mas a sessão desta segunda mostra maior oscilação diante das incertezas externas.
O cenário para os próximos dias segue marcado por volatilidade, com foco na indicação do presidente do Fed, no calendário de política monetária local e em desdobramentos das tensões comerciais internacionais, fatores que devem seguir influenciando o dólar e o mercado acionário.