Dólar inicia o dia em baixa, recua 0,15% e abre a R$ 5,2418 com investidores de olho em dados dos EUA, balanços bancários e balança comercial
Dólar em queda na abertura, investidores monitoram relatório Jolts nos EUA, temporada de balanços do 4º trimestre de 2025 e expectativa de superávit de US$ 3,8 bilhões na balança comercial
O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira em queda, recuando 0,15% na abertura, cotado a R$ 5,2418, enquanto a atenção dos investidores se volta para indicadores americanos e para resultados corporativos que podem influenciar o câmbio e o mercado acionário.
No dia anterior, a moeda havia fechado estável, cotada a R$ 5,2495, e a bolsa brasileira teve queda de 2,14%, aos 181.708 pontos, cenário que reforça a cautela no pregão desta quinta.
As informações que orientam a abertura de hoje foram compiladas a partir das reportagens e dados divulgados pelo g1, conforme informação divulgada pelo g1.
Cenário externo, Jolts e resultados de tecnologia
Nos Estados Unidos, o destaque do dia é a divulgação do relatório Jolts, que mostra o número de vagas de emprego em aberto, indicador originalmente previsto para terça-feira, porém adiado por causa da paralisação parcial do governo americano.
Além disso, o sentimento em Wall Street sofreu impacto depois que a Alphabet, controladora do Google, anunciou gastos com inteligência artificial bem acima do esperado, e agora o mercado aguarda os resultados da Amazon, com potencial para aumentar a volatilidade global.
Agenda doméstica, balança comercial e temporada de balanços
No Brasil, a agenda econômica do dia traz a divulgação da balança comercial de janeiro, com expectativa de um superávit de US$ 3,8 bilhões, dado que pode influenciar o fluxo de dólares e a formação do câmbio.
A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 segue mexendo com as ações locais, com destaque para o setor bancário, que tem grande peso no Ibovespa. Na véspera, o Itaú apresentou lucro líquido de R$ 12,32 bilhões no quarto trimestre, resultado que representou alta de 3,7% em relação ao trimestre anterior e de 13,2% na comparação anual, além de ter superado as previsões dos analistas.
O Santander também divulgou resultados, com lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, em linha com as expectativas, porém o resultado antes do pagamento de impostos ficou abaixo das projeções e foi recebido de forma negativa pelos investidores, pressionando as ações do setor bancário.
Impacto no Ibovespa e indicadores de curto prazo
Como os bancos representam parcela importante do Ibovespa, a reação aos balanços ajuda a explicar movimentos do índice. Até o momento, o acumulado do dólar na semana é de +0,04%, no mês +0,04% e no ano -4,36%, enquanto o Ibovespa apresenta acumulado da semana de +0,19%, do mês +0,19% e do ano +12,77%.
Esses indicadores mostram que, mesmo com a queda do dólar na abertura, o mercado segue sensível a notícias corporativas e a dados econômicos internacionais, que podem mudar a direção do câmbio e do mercado acionário ao longo do dia.
Bolsas globais e perspectiva para o pregão
Os mercados globais encerraram o pregão anterior com sinais mistos, em um ambiente de cautela. Em Wall Street, o Dow Jones subiu 0,53%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq caíram 0,51% e 1,51%, respectivamente. Na Europa e na Ásia houve desempenho sem direção única, com destaque para recorde do STOXX 600.
No Brasil, investidores vão acompanhar também a divulgação dos resultados de outras instituições financeiras, entre elas o Bradesco, que deve apresentar números após o fechamento da bolsa, e a sequência de balanços que inclui Multiplan, Porto Seguro, BR Partners e ABC Brasil, eventos que podem dar novo rumo à cotação do dólar e ao Ibovespa.