Dólar opera em alta, sobe 0,35% e vai a R$ 5,2674 com investidores de olho no relatório Jolts dos EUA, em balanços de bancos e nos resultados da Amazon
Dólar opera em alta nesta quinta, com avanço de 0,35% e cotação em R$ 5,2674, enquanto investidores monitoram dados dos EUA, balanços corporativos e a balança comercial do Brasil
O mercado cambial abriu o dia em tom de cautela, com o dólar operando em alta enquanto analistas avaliam sinais macro e resultados de empresas que pesam no índice paulista.
O movimento ocorre entre a publicação de dados nos Estados Unidos e uma nova rodada de balanços no Brasil, fatores que podem ditar fluxo para o real e para ativos locais.
Na véspera, o dólar fechou estável, cotada a R$ 5,2495, enquanto a bolsa caiu 2,14%, aos 181.708 pontos, conforme informação divulgada pelo g1.
O que explicou a alta do dólar hoje
Um dos pontos de atenção dos investidores é o relatório Jolts, que informa o número de vagas de emprego em aberto nos Estados Unidos, dados que retornaram à agenda após adiamento por paralisação parcial do governo americano.
No exterior, a divulgação de projeções de gastos com inteligência artificial pela Alphabet, controladora do Google, pesou no humor de Wall Street, e agora a atenção se volta para os resultados da Amazon, que podem reforçar ou reduzir a aversão ao risco.
Temporada de balanços e efeito sobre o Ibovespa
O calendário local de resultados segue influenciando a dinâmica do mercado, com peso especial para o setor financeiro dentro do Ibovespa.
O Itaú informou lucro líquido de R$ 12,32 bilhões no quarto trimestre. O valor representa crescimento de 3,7% frente ao trimestre anterior e de 13,2% em relação ao mesmo período do ano passado, além de ter ficado acima das expectativas do mercado.
Por outro lado, o Santander registrou lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, resultado em linha com o esperado, mas com resultado antes do pagamento de impostos abaixo das projeções, movimento que levou os papéis do banco a recuarem, registrando quedas de mais de 2% na sessão e contagiando o setor.
O cenário de balanços mantém a atenção para divulgações previstas nos próximos dias, incluindo Bradesco, Multiplan, Porto Seguro, BR Partners e ABC Brasil, e o Bradesco apresenta seus números após o fechamento da bolsa.
Agenda e indicadores que podem mexer com o câmbio
No Brasil, a agenda econômica aponta para a divulgação da balança comercial de janeiro, com projeção de superávit de US$ 3,8 bilhões no período, elemento que também influencia expectativas sobre oferta e demanda por dólares.
Combinados, resultados corporativos e dados externos ajudam a explicar por que o dólar opera em alta em momentos de maior aversão ao risco, e por que pequenas variações nas expectativas podem amplificar movimentos no câmbio.
Como fecharam mercados globais
Os mercados globais registraram sinais mistos, em ambiente de cautela entre investidores, e isso repercute localmente.
Em Wall Street, o Dow Jones registrou um avanço de 0,53%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq caíram 0,51% e 1,51%, respectivamente.
Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 registrou um novo recorde de fechamento, embora com ganhos modestos, com CAC 40 subindo 1,01%, DAX caindo 0,72%, e FTSE 100 avançando 0,85%.
Na Ásia, os mercados encerraram o pregão majoritariamente em alta, com CSI300 avançando 0,83%, SSEC subindo 0,85%, Hang Seng com alta de 0,05%, Nikkei em 0,78%, Kospi em 1,57%, Taiex em 0,29%, e Straits Times com ganho de 0,43%.
No fechamento, investidores permanecem atentos à divulgação de novos dados e resultados que podem definir a direção do câmbio e do Ibovespa nas próximas sessões.