Dólar opera em baixa, com investidores atentos ao mercado de trabalho dos EUA e à dinâmica política no Brasil, enquanto ações e serviços mostram sinais mistos
O mercado financeiro abriu com o dólar operando em baixa, em um dia marcado por indicadores de emprego nos Estados Unidos e por pesquisas eleitorais no Brasil.
O Ibovespa avançou e atingiu pela primeira vez os 190 mil pontos, puxado por Petrobras e Vale, e pelo fluxo de capital estrangeiro, com volume financeiro elevado.
As informações e os números a seguir foram compilados, conforme informação divulgada pelo g1.
Mercado doméstico e desempenho do câmbio
O movimento de queda do dólar ocorre em meio à entrada de recursos estrangeiros e ao forte desempenho de commodities, fatores que favoreceram o índice acionário brasileiro.
O volume financeiro somou R$ 38,6 bilhões, e os indicadores de moeda e Bolsa mostram as seguintes variações exatas, registradas no dia: Acumulado da semana: -0,64%;Acumulado do mês: -1,16%;Acumulado do ano: -5,50%.
Sobre a Bolsa, os números oficiais apontam: Acumulado da semana: +3,69%;Acumulado do mês: +4,60%;Acumulado do ano: +17,73%.
Pesquisa Quaest e risco político
Pesquisas eleitorais também influenciaram o humor, depois da divulgação de levantamento da Quaest que mostra o presidente Lula à frente de Flávio Bolsonaro em cenário de segundo turno.
O relatório da Quaest traz dados pontuais, por exemplo, o cenário Lula x Flávio com os seguintes porcentuais, exatamente como divulgado: Lula: 43% (eram 45% em janeiro e 46% em dezembro);Flávio Bolsonaro: 38% (eram 38% em janeiro e 36% em dezembro);Indecisos: 2% (eram 2% em janeiro e 3% em dezembro);Branco/nulo/não vai votar: 17% (eram 15% em janeiro e dezembro).
Na avaliação do diretor da Quaest, a pesquisa mostra uma mudança pequena na vantagem do presidente. Em sua fala, ele afirmou textualmente, “A pesquisa revela uma diminuição residual da vantagem de Lula para Flávio. A diferença era de sete pontos no mês passado e passou para cinco”, afirma o diretor da Quaest, Felipe Nunes.
Setor de serviços apresenta recuo mensal, apesar do nível ainda elevado
Os dados oficiais do setor de serviços mostram uma leve queda ao fim do ano, interrompendo uma sequência de meses positivos.
Conforme os números divulgados, “Em dezembro de 2025, o setor de serviços no Brasil teve uma leve queda de 0,4% em relação a novembro, interrompendo uma sequência de nove meses de alta e um período de estabilidade.”
Na comparação anual, o volume de serviços cresceu 3,4%, e no acumulado de 12 meses o avanço foi de 2,8%. O setor segue em patamar elevado, “cerca de 19,6% acima do patamar de fevereiro de 2020, antes da pandemia, e apenas 0,4% abaixo do recorde histórico registrado em novembro de 2025.”
A queda mensal foi puxada principalmente pelo transporte, que recuou 3,1%, com perdas no transporte terrestre, aéreo, aquaviário e nos serviços de armazenagem e correios.
O economista Maykon Douglas comentou sobre a dinâmica do setor, dizendo exatamente, “Minha expectativa é de que o setor continue resiliente. Apesar do aperto monetário, a renda da população deve ganhar fôlego ao longo dos próximos meses, dado o impulso fiscal.”
Cenário externo e leituras sobre o emprego nos EUA
O movimento do dólar opera em baixa está ligado também ao tom dos mercados globais, após relatório de emprego nos Estados Unidos que mostrou aceleração na criação de vagas e queda na taxa de desemprego.
O relatório trouxe a taxa de desemprego dos EUA em 4,3%, e o mercado segue de olho no índice de pedidos de auxílio-desemprego, com expectativa de 222 mil solicitações para a semana.
Wall Street teve leves quedas no fechamento, com o Dow Jones recuando 0,13%, o S&P 500 caindo 0,01% e o Nasdaq recuando 0,16%.
Na Europa, o índice STOXX 600 fechou em novo recorde, com alta de 0,10%, aos 621,58 pontos, enquanto o DAX recuou 0,53% e o CAC 40 perdeu 0,18%, o FTSE 100 subiu 1,14%.
No continente asiático, houve estabilidade na China, com Xangai em alta de 0,09%, o CSI300 em queda de 0,22% e o Hang Seng avançando 0,31%.
No conjunto, o mercado internacional misto e os dados de emprego dos EUA mantêm a atenção sobre a trajetória do juro e do câmbio, fatores que explicam por que o dólar opera em baixa enquanto o Ibovespa registra ganhos notáveis.