Dólar opera em leve queda e Ibovespa oscila, mercado atento à indicação do Fed, ameaças tarifárias de Trump ao Canadá e projeções do Focus para 2026

Dólar recua perto de R$ 5,2863, investidores monitoram decisão do Fed, projeções do Focus e tensões entre EUA, Canadá e China, com impacto em juros e ações

Dólar operava em leve queda de 0,01%, cotado a R$ 5,2863 por volta das 10h30 desta segunda-feira, enquanto o Ibovespa oscilava perto da estabilidade, aos 178.822 pontos com queda de 0,02%.

O movimento reflete cautela antes de decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil, além de atenções às tensões geopolíticas, incluindo novas ameaças do presidente americano, Donald Trump, sobre tarifas ao Canadá.

Os dados e comentários do dia, incluindo projeções do boletim Focus e o comportamento das bolsas globais, mostram investidores mais conservadores, com atenção especial à indicação do próximo presidente do Federal Reserve, conforme informação divulgada pelo g1.

Dados do mercado doméstico e projeções do Focus

Na sexta-feira, o dólar subiu 0,05%, cotado a R$ 5,2867, enquanto o principal índice da bolsa brasileira avançou 1,86%, aos 178.859 pontos, marcando o 5º dia consecutivo de ganhos.

O Banco Central divulgou o boletim Focus mostrando que economistas reduziram a projeção da inflação para 2026, de 4,02% para 4%. A expectativa é que a taxa básica, Selic, caia para 12,25% ao final do ano, e que o PIB cresça 1,8% em 2026.

O levantamento também estima que o dólar deve fechar 2026 em R$ 5,51, e manteve expectativas para 2027 e anos seguintes, com inflação prevista em 3,80% para 2027 e 3,50% para 2028 e 2029.

Tensões geopolíticas e impacto no câmbio

Investidores seguem cautelosos com rumores sobre a escolha do novo presidente do Fed, e com ameaças externas do governo americano. Trump afirmou que aplicaria tarifa de 100% a produtos canadenses se o Canadá fechar acordo comercial com a China.

Em resposta, o ministério de relações exteriores da China disse que acordos com o Canadá não têm como alvo nenhum terceiro país, e o episódio elevou o grau de incerteza, afetando fluxos comerciais e potenciais posições em câmbio no curto prazo.

Além disso, a possibilidade de novo shutdown do governo americano, em meio a impasses no Orçamento, adiciona risco político que tende a manter os mercados mais voláteis.

Bolsas globais e comportamento das ações

Em Wall Street, os mercados abriram sem direção única, com Dow Jones caindo 0,58%, S&P 500 ganhando 0,03% e Nasdaq subindo 0,28%, em sessão marcada por expectativa sobre a decisão do banco central americano e balanços corporativos.

Na Europa, o STOXX 600 recuava 0,2% por volta das 9h, com CAC 40 caindo quase 0,2% e DAX avançando menos de 0,1%. Na Ásia, as bolsas fecharam praticamente estáveis, com movimentos leves em Xangai, Hong Kong e Tóquio.

No Brasil, o Ibovespa encerrou a semana anterior em alta e renovou recorde histórico, fechando em 178.858,54 pontos e atingindo máxima intradiária de 180.532,28 pontos durante a sessão, refletindo momento de alta em ações locais diante do movimento conhecido como “sell America”.

O que observar nos próximos dias

Os investidores vão acompanhar a indicação para o comando do Fed, decisões de juros e novos dados econômicos no Brasil, além de desdobramentos nas tensões comerciais entre EUA, Canadá e China.

Monitorar a trajetória da Selic, as revisões do boletim Focus e os desfechos políticos nos Estados Unidos será fundamental para avaliar a direção do dólar e a tendência do Ibovespa nas próximas semanas.