Dólar oscila com relatório Jolts e balanços corporativos, com investidores atentos também à balança comercial do Brasil e aos lucros dos grandes bancos
O câmbio e a bolsa seguem sensíveis a indicadores dos Estados Unidos e ao calendário de resultados das empresas, com impactos diretos no apetite por risco dos investidores.
Na véspera, houve estabilidade no fechamento do dólar, e a bolsa registrou queda relevante, refletindo perdas no setor bancário e notícias corporativas que mudaram o humor do mercado.
As informações desta reportagem foram compiladas conforme informação divulgada pelo g1.
Movimento do dólar e do índice brasileiro
Pela manhã, o **dólar** operava em leve queda de 0,02%, cotado a R$ 5,2483 por volta das 11h05, enquanto o **Ibovespa** avançava 0,43% a 182.555 pontos, mostrando volatilidade intradiária.
Na sessão anterior, o dólar havia fechado estável, cotado a R$ 5,2495, e o Ibovespa recuou 2,14%, a 181.708 pontos, movimento influenciado por dificuldades em ações do setor financeiro.
Os indicadores acumulados mostram uma semana de estabilidade para o câmbio, com o dólar registrando Acumulado da semana: +0,04%, Acumulado do mês: +0,04%, Acumulado do ano: -4,36%, e o Ibovespa com Acumulado da semana: +0,19%, Acumulado do mês: +0,19%, Acumulado do ano: +12,77%, dados que ajudam a contextualizar a dinâmica recente.
Temporada de balanços e pressão sobre bancos
A **temporada de balanços** já começa a puxar o comportamento dos mercados no Brasil, com resultados que influenciam diretamente o Ibovespa por conta do peso do setor financeiro no índice.
Entre os resultados recentes, o Itaú informou lucro líquido de R$ 12,32 bilhões no quarto trimestre, crescimento de 3,7% frente ao trimestre anterior e de 13,2% em relação ao mesmo período do ano passado, acima das expectativas do mercado, o que tende a sustentar a bolsa, considerando o peso do setor bancário.
Por outro lado, o Santander registrou lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, em linha com o esperado, mas o resultado antes de impostos ficou abaixo das projeções e menor que o do ano anterior, pressionando as ações do banco e ajudando a arrastar outras instituições na sessão.
Na agenda corporativa, o Bradesco apresenta números após o fechamento do pregão, e a sequência inclui resultados de Multiplan, Porto Seguro, BR Partners e ABC Brasil, que devem continuar a influenciar o mercado.
Cenário internacional e dados dos EUA
O mercado global repercute sinalizações de maiores gastos em tecnologia, após a Alphabet projetar despesas elevadas com inteligência artificial, e aguarda os resultados da Amazon, que podem orientar o humor em Wall Street.
Outro ponto monitorado é o relatório Jolts, que detalha vagas de emprego em aberto nos EUA, divulgação que foi adiada e volta a ser foco dos investidores, por trazer pistas sobre a saúde do mercado de trabalho e as expectativas sobre a política monetária americana.
No exterior, os contratos futuros de Wall Street indicavam leve queda, com o S&P 500 recuando 0,1%, o Nasdaq em baixa de 0,2% e o Dow Jones próximo da estabilidade, enquanto bolsas europeias e asiáticas mostraram desempenho desigual nas últimas sessões.
Perspectivas para os próximos dias
O mercado seguirá de perto tanto os indicadores internacionais, como o relatório Jolts e resultados das gigantes de tecnologia, quanto a agenda doméstica, com a balança comercial de janeiro projetada para um superávit de US$ 3,8 bilhões.
Para o câmbio e a bolsa, a combinação entre dados macro, balanços bancários e resultados de empresas relevantes deve manter a volatilidade, e os investidores devem ajustar posições à medida que novas informações forem divulgadas.
Em resumo, o movimento do **dólar** e do **Ibovespa** continuará condicionado ao fluxo de notícias sobre emprego nos EUA, à temporada de balanços e aos números do comércio exterior, fatores que definirão o tom dos mercados nos próximos dias.