Dólar reage a indicadores americanos e alívio externo, PCE e PIB dos EUA em foco enquanto Ibovespa sobe e bate recorde após fuga para emergentes
Dólar abre em leve alta, com atenção ao PCE e ao PIB dos EUA e ao recuo nas tensões internacionais que favoreceu migração de recursos para mercados emergentes, impulsionando o Ibovespa
O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira em leve alta, enquanto investidores mantêm atenção em indicadores econômicos dos Estados Unidos e em sinais de alívio no cenário externo.
O mercado global reagiu à redução de tensões entre os EUA e países europeus e à sinalização de que a discussão sobre a Groenlândia não será resolvida por uso da força, o que abriu espaço para maior apetite por ativos de risco.
No Brasil, o principal índice acionário refletiu esse movimento de busca por risco, registrando forte valorização na véspera, enquanto o dólar mostrou recuo no fechamento anterior.
conforme informação divulgada pelo g1
Abertura do dólar e números mais recentes
Na abertura, o dólar avançou 0,03%, cotado a R$ 5,3213. Na véspera, a moeda americana recuou 1,13%, a R$ 5,3196. Esses movimentos refletem a combinação entre dados americanos esperados e fluxo para mercados emergentes.
Além das cotações no dia a dia, o boletim do mercado aponta indicadores de curto prazo, com os acumulados registrados recentemente, apresentados assim, sem alterações: Acumulado da semana: -0,98%;Acumulado do mês: -3,08%;Acumulado do ano: -3,08%.
Indicadores dos EUA no foco
Os investidores acompanham a divulgação do PCE de novembro, indicador de inflação utilizado pelo Federal Reserve, que teve a publicação adiada devido ao shutdown que terminou em novembro, após 43 dias de paralisação do governo.
Também entram na agenda dos EUA a leitura final do Produto Interno Bruto do terceiro trimestre, com expectativa de crescimento anualizado de 4,3%, e os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego, todos capazes de influenciar as expectativas sobre juros e risco global.
Alívio externo, política americana e impacto no mercado
O movimento de queda na percepção de risco foi impulsionado por recuos em medidas de pressão dos EUA sobre países europeus e pela declaração do presidente americano sobre negociações envolvendo a Groenlândia.
Conforme publicações citadas, Trump afirmou, referente ao encontro com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, “Com base em uma reunião muito produtiva que tive com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, formamos a estrutura de um futuro acordo relacionado à Groenlândia e, na prática, a toda a região do Ártico”, destacando que, caso a solução seja concretizada, “será muito positiva para os EUA e para todos os países da Otan”.
Autoridades europeias, no entanto, disseram que não houve discussão sobre cessão de soberania, com a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmando que “não houve negociação com a Otan ontem sobre soberania”. A porta-voz da Otan também disse que “O secretário-geral não propôs qualquer compromisso em relação à soberania durante sua reunião com o presidente em Davos”.
Bolsas, Ibovespa e efeitos no Brasil
No Brasil, o movimento global favoreceu a migração de recursos para mercados emergentes e beneficiou o mercado acionário. O Ibovespa encerrou com alta de 3,33%, o maior ganho diário desde abril de 2023, chegando aos 171.817 pontos.
Durante o pregão anterior, o índice também atingiu máxima intradia de 171.969,01 pontos e, em outro registro, foi informado que o Ibovespa se destacou e encerrou o pregão de quarta-feira em 171.816,67 pontos, um novo recorde de fechamento.
Os acumulados do índice foram reportados assim, sem alterações: Acumulado da semana: +4,26%;Acumulado do mês: +6,64%;Acumulado do ano: +6,64%.
Em Wall Street, as bolsas dos EUA fecharam em alta na sessão anterior, com o S&P 500 subindo 1,16%, o Nasdaq avançando 1,18% e o Dow Jones com ganhos de 1,21%, em movimento que também ajudou a sustentar o apetite por risco global e afetou a trajetória do dólar no curto prazo.