Dólar reage a operação da PF contra Reag, liquidação do BC e dados dos EUA em destaque, enquanto Ibovespa alcança nova máxima e investidores reavaliam riscos

Como a ação da PF, a liquidação da Reag pelo Banco Central e os dados de vendas e preços dos EUA influenciam o comportamento do dólar e a avaliação do Ibovespa

O mercado iniciou a sessão com atenção a uma combinação de eventos no Brasil e no exterior, que pressionam a cotação do dólar e mexem com o apetite por risco.

No cenário doméstico, movimentações envolvendo instituições financeiras ganharam força, com reflexos sobre o câmbio e sobre a confiança dos investidores.

No exterior, investidores monitoraram dados de atividade e preços nos Estados Unidos, que ajudam a formar expectativas sobre juros e fluxo global de capitais, conforme informação divulgada pelo g1.

Contexto doméstico e impacto imediato

No Brasil, a atenção dos mercados voltou-se para a liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central da Reag Investimentos, atualmente denominada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, com sede em São Paulo.

A empresa esteve no centro da segunda fase da Compliance Zero, deflagrada na quarta-feira, quando o fundador e ex-executivo João Carlos Mansur foi alvo de mandados de busca e apreensão.

Na cobertura de mercado, foi registrado que, “Na véserpa, o dólar avançou 0,49%, cotado a R$ 5,4016. Já a bolsa, por sua vez, disparou 1,96%, aos 165.146 pontos, uma nova máxima histórica.” Esses números mostram que notícias locais pesam, porém não determinam movimentos únicos.

Dados dos EUA que influenciam o câmbio

Do lado externo, os investidores olharam para o pedido semanal de auxílio-desemprego e para indicadores de atividade e inflação ao produtor nos Estados Unidos.

As vendas do varejo americano subiram 0,6% em novembro, após revisão de outubro, e superaram a expectativa de alta de 0,4% sinalizada por economistas, segundo dados citados pelo g1.

O Departamento do Trabalho dos EUA informou que o índice de preços ao produtor avançou 0,2% em novembro, em linha com a projeção dos economistas consultados pela Reuters, e acumulou alta de 3,0% em 12 meses até novembro.

Reação dos mercados e movimentos de ativos

As bolsas reagiram de forma dispar, com Wall Street fechando em queda na véspera, enquanto mercados europeus e asiáticos operaram mistos, conforme apurado pelo g1.

No Brasil, a consolidação de Ibovespa em alta mostra que parte do apetite por risco permanece, apesar das incertezas, e que notícias corporativas, como o protocolo de pedido de oferta pública inicial de ações do Agibank na Bolsa de Nova York, também entram no radar.

O g1 registrou os seguintes acumulados, que ilustram o desempenho recente dos principais ativos, “Acumulado da semana: +0,68%;Acumulado do mês: -1,59%;Acumulado do ano: -1,59%.” para o dólar, e para o índice, “Acumulado da semana: +1,09%;Acumulado do mês: +2,50%;Acumulado do ano: +2,50%.”

Perspectiva e o que monitorar nas próximas sessões

Analistas apontam que o dólar continuará respondendo a um conjunto de fatores, incluindo novas informações sobre investigações domésticas, dados econômicos dos EUA e declarações de autoridades que impactem a trajetória de juros.

O Livro Bege do Fed trouxe uma leitura moderada, com a observação de que “As perspectivas para a atividade futura foram ligeiramente otimistas, com a maioria esperando um crescimento leve a modesto nos próximos meses”, o que tende a manter as expectativas de política monetária estáveis.

Em resumo, o preço do dólar depende da interação entre notícias locais, como a liquidação da Reag e operações da PF, e sinais externos sobre consumo e inflação, e investidores brasileiros e estrangeiros devem acompanhar novas divulgações e desdobramentos das investigações.