Dólar reage ao CPI dos EUA e ao cenário político no Brasil, com impacto do Banco Master, IGP-10 fraco e balanços de Vale e Usiminas antes do Carnaval
Mercado acompanha dados de inflação nos EUA, recuo do IGP-10, pedido de relatoria no STF e notícias corporativas, fatores que influenciam a cotação do dólar hoje
O dia abre com atenção do mercado ao indicador de inflação nos Estados Unidos e ao ambiente político no Brasil, que juntos podem determinar movimentos no câmbio.
Além disso, investidores monitoram resultados corporativos e notícias sobre o Banco Master, que mexem na percepção de risco doméstico.
No fechamento de ontem, sinais mistos nas bolsas e no câmbio ajudam a desenhar a expectativa para a sessão que antecede o feriado de Carnaval, conforme informação divulgada pelo g1.
Como o câmbio reagiu ontem e quais são os números
Em informações publicadas pelo g1, “Na véspera, a moeda americana fechou em alta de 0,25%, cotada a R$ 5,1998. Já o principal índice da bolsa brasileira fechou em queda de 1,02%, aos 187.766 pontos.” Esses valores mostram que o mercado segue sensível a notícias locais e externas.
Os indicadores de acumulação também apontam tendências definidas para o início do ano, com o dólar apresentando “Acumulado da semana: -0,39%;Acumulado do mês: -0,91%;Acumulado do ano: -5,26%.” O Ibovespa, por sua vez, registra “Acumulado da semana: +2,63%;Acumulado do mês: +3,53%;Acumulado do ano: +16,53%.”
Agenda econômica, CPI dos EUA e dados domésticos
O principal ponto da agenda internacional é o índice de preços ao consumidor dos EUA, o CPI, que influencia expectativas sobre os juros americanos e, por consequência, sobre o fluxo de capitais e a cotação do dólar.
No Brasil, o destaque foi o Índice Geral de Preços – 10, com o g1 registrando que o “Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) de fevereiro, que caiu 0,42%, após alta de 0,29% no mês anterior, em resultado mais fraco do que o esperado. Com isso, o índice passou a acumular deflação de 2,25% em 12 meses, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).” A leitura mais fraca do IGP-10 tende a aliviar pressões inflacionárias, mas o efeito sobre o dólar depende do conjunto de sinais locais e externos.
Cenário político, Banco Master e riscos domésticos
No plano político e jurídico, a movimentação no Supremo Tribunal Federal chamou atenção, com pedido de afastamento da relatoria nos processos envolvendo o Banco Master. A mudança de relatoria pode alterar o ritmo das decisões, aumentando a volatilidade nas expectativas locais.
As notícias corporativas também pesam, incluindo o “calote de R$ 3,6 bilhões informado pelo Banco do Brasil”, além de resultados da Usiminas e da teleconferência da Vale, que encerrou o quarto trimestre no vermelho, pontos que infl uenciam a percepção de risco e a demanda por dólar como ativo de proteção.
Mercado de trabalho nos EUA e pesquisas políticas
Os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA recuaram pouco na última semana, segundo o g1, com a nota exata: “Os pedidos iniciais recuaram em 5 mil, para 227 mil na semana encerrada em 7 de fevereiro, segundo o Departamento do Trabalho dos EUA. A previsão de economistas era de 222 mil solicitações no período.” Esses números, junto com a estabilidade da taxa de desemprego, ajudam a formar expectativas sobre o ritmo de alta de juros nos Estados Unidos e sobre o comportamento do dólar.
No campo político, a pesquisa Quaest destacada pelo g1 mostra cenários eleitorais que também entram no radar dos investidores; entre os dados divulgados figuram as intenções de voto, com destaque para o confronto Lula x Flávio, em que aparecem as seguintes porcentagens, exatamente como publicadas: “Lula: 43% (eram 45% em janeiro e 46% em dezembro);Flávio Bolsonaro: 38% (eram 38% em janeiro e 36% em dezembro);Indecisos: 2% (eram 2% em janeiro e 3% em dezembro);Branco/nulo/não vai votar: 17% (eram 15% em janeiro e dezembro).”
Para quem acompanha o mercado, a combinação entre dados de inflação nos EUA, indicadores locais como o IGP-10, notícias sobre o Banco Master e resultados corporativos formam o mosaico que deve determinar a trajetória do dólar nas próximas sessões.