Dólar recua a R$ 5,13 com foco em discursos nos EUA, balanço da Nvidia e contas públicas do Brasil, Ibovespa avança e renova máxima histórica com capital estrangeiro

Queda do dólar acompanha discurso de Trump, expectativa pelo balanço da Nvidia e dados do Tesouro, enquanto o Ibovespa sobe com entrada de recursos e reação positiva em bolsas globais

O **dólar** operava em queda nesta quarta-feira, acompanhando fatores externos e sinais sobre as contas públicas brasileiras.

Pela manhã, a moeda americana recuava, enquanto o principal índice da bolsa brasileira apresentava alta e buscava novas máximas com aporte de investidores estrangeiros.

Os números do dia incluíam expectativas sobre resultados corporativos nos Estados Unidos, falas de dirigentes do Federal Reserve e dados fiscais do Tesouro Nacional, conforme informação divulgada pelo g1.

Panorama do mercado e números do dia

Pela manhã, por volta das 10h20, o **dólar** recuava **0,47%**, cotado a **R$ 5,1311**, enquanto o **Ibovespa** tinha alta de **0,39%**, aos **192.235 pontos**. Na véspera, a moeda americana caiu **0,26%**, cotada a **R$ 5,1553**, e o Ibovespa encerrou com avanço de **1,40%**, aos **191.490,40 pontos**, marcando uma nova máxima histórica.

Os indicadores acumulados mostram movimento de queda para a moeda no curto prazo, e alta no mercado acionário: para o dólar, acumulado da semana **-0,40%**, do mês **-1,76%** e do ano **-6,07%**, enquanto o Ibovespa registra acumulado da semana **+0,50%**, do mês **+5,58%** e do ano **+18,85%**.

Discurso de Trump e agenda nos EUA

Nos Estados Unidos, o discurso do Estado da União do presidente Donald Trump, feito na terça-feira, teve ênfase em política externa, inflação, tarifas comerciais e no desempenho do mercado de ações. Trump evitou mencionar a China e fez referências ao Irã e à operação que levou à prisão do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro.

O tom político e as mensagens sobre tarifas influenciam o humor dos investidores, que também aguardam o balanço da **Nvidia** após o fechamento do pregão, e acompanham falas de dirigentes do **Federal Reserve**, itens que podem volatilizar o mercado de tecnologia e de risco global.

Contas públicas do Brasil e impacto no câmbio

No Brasil, o Tesouro Nacional informou que “o Governo Central registrou superávit primário de **R$ 86,9 bilhões em janeiro, resultado acima da expectativa de superávit de R$ 88,8 bilhões”. O resultado foi favorecido pela arrecadação federal, que atingiu o maior nível para o mês desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995.

Analistas apontam que o avanço da arrecadação e sinais fiscais mais positivos ajudam a atrair fluxo estrangeiro, pressionando o **dólar** para baixo e sustentando a alta do **Ibovespa**. Ao mesmo tempo, há preocupação quanto à meta fiscal de 2026, e à possibilidade de as contas públicas permanecerem no vermelho ao longo do terceiro mandato do governo federal.

Cenário internacional e leituras para investidores

As bolsas globais mostravam um quadro mais ameno, com índices futuros de Wall Street em leve alta antes da abertura, e mercados europeus renovando recordes em algumas praças. Na Ásia, destaque para altas na China, Hong Kong, Japão e Coreia do Sul, impulsionadas por recuperação de ações de tecnologia e interesse por insumos estratégicos.

Para os investidores locais, a combinação de menor pressão cambial, dados fiscais mais favoráveis e entrada de capital estrangeiro tem sido suficiente para manter o **Ibovespa** em patamares elevados, porém a atenção permanece em eventos pontuais, como resultados corporativos nos EUA e discursos do Fed, que podem alterar o cenário no curtíssimo prazo.

Fontes: conforme informação divulgada pelo g1.