A abertura em queda do dólar ocorre entre espera pelo relatório de emprego ADP nos EUA, divulgação dos PMIs de serviços no Brasil e dados de fluxo cambial do Banco Central
O mercado amanheceu com dólar em recuo, enquanto investidores digerem dados de emprego nos Estados Unidos e indicadores de atividade no Brasil, em especial os PMIs de serviços.
Na primeira hora do pregão, a atenção se concentra no relatório da ADP sobre criação de vagas no setor privado nos EUA, e nos PMIs compostos e de serviços, que medem a atividade econômica recente.
Os números e movimentos locais e externos ajudam a explicar a abertura, conforme informação divulgada pelo g1.
Como abriu o mercado
O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (4) em queda, recuando 0,24% na abertura, aos R$ 5,2356. Na véspera, a bolsa fechou em alta de 1,58%, aos 185.674 pontos, após superar os 187 mil pontos durante o pregão. A moeda americana encerrou em queda de 0,15%, cotada a R$ 5,2495.
Os indicadores acumulados mostram, para o dólar, acumulado da semana: +0,04%, Acumulado do mês: +0,04%, Acumulado do ano: -4,36%. Para o Ibovespa, os números registram Acumulado da semana: +2,38%, Acumulado do mês: +2,38%, Acumulado do ano: +15,24%.
Dados que pesam na balança
No front externo, os investidores monitoram o relatório da ADP e as leituras de PMI nos EUA, enquanto no campo político e institucional chama atenção a movimentação no Federal Reserve, com a saída de Stephen Miran do cargo na Casa Branca, conforme informação divulgada pelo g1. Stephen Miran, diretor do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, deixou o cargo de presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca. Desde que assumiu uma cadeira no Fed, ele participou de quatro decisões sobre a taxa de juros do país.
No Brasil, a S&P Global divulgou os PMIs de serviços e composto referentes a janeiro. O índice de serviços avançou de 50,1 em novembro para 53,7 em dezembro de 2025, apontando a expansão mais rápida em mais de um ano. Esses números reforçam uma visão mais positiva sobre atividade e influenciam a percepção sobre risco e fluxo de capitais.
Fluxo cambial e cenário externo
À tarde, o Banco Central deve divulgar o fluxo cambial, que mede quanto dinheiro em dólares entra e sai do país. Na semana encerrada em 30 de janeiro, entre os dias 19 e 23, a saída superou a entrada em US$ 638 milhões, influenciada pelo resultado negativo da conta comercial.
Nos mercados globais, o sentimento é de cautela, apesar de sinais mistos de alívio, após o fim da paralisação parcial do governo americano. Por volta das 9h30 (horário de Brasília), os futuros do Dow Jones subiam 0,27%, os do S&P 500 avançavam 0,09% e os da Nasdaq recuavam 0,05%.
Na Ásia, o desempenho foi majoritariamente positivo, com o CSI300 avançando 0,83% e o SSEC, de Xangai, subindo 0,85%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,05%. No Japão, o Nikkei avançou 0,78%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 1,57%. Em Taiwan, o Taiex registrou alta de 0,29%, e, em Cingapura, o Straits Times encerrou o dia com ganho de 0,43%.
O que acompanhar hoje
Os olhos continuam voltados para os dados de emprego nos EUA, os PMIs no Brasil e a divulgação do fluxo cambial pelo Banco Central, fatores que devem ditar volatilidade no dólar nas próximas horas. Movimentos em Wall Street e sinais do Fed também podem provocar ajustes rápidos no câmbio e nas ações locais.
Para quem opera, é importante observar a reação inicial do mercado aos PMIs e ao relatório da ADP, e acompanhar possíveis leituras do Banco Central e centros financeiros, que podem reforçar ou reduzir a pressão sobre a moeda.