Dólar sobe 0,60% com pressões de Trump sobre a Groenlândia, e Ibovespa recua enquanto mercados temem retaliação comercial entre EUA e Europa

Mercado acompanha aumento de tensões entre Estados Unidos e União Europeia após ameaças de tarifas ligadas à Groenlândia, dólar atinge R$ 5,3961, bolsas recuam

O avanço das tensões diplomáticas entre Washington e capitais europeias mudou o humor dos investidores, com impacto direto na cotação e no apetite por risco.

Pressões do presidente dos EUA sobre a Groenlândia e a possibilidade de medidas tarifárias contra países do bloco europeu elevaram a volatilidade nos mercados globais.

Na véspera, a moeda americana encerrou em queda de 0,16%, cotada a R$ 5,3640. A bolsa avançou 0,03%, aos 164.849 pontos.

conforme informação divulgada pelo g1

Movimento do câmbio e da bolsa

O dólar opera em alta nesta terça-feira (20), com avanço de 0,60% por volta das 11h30, cotado a R$ 5,3961. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuava 0,27%, aos 164.397 pontos.

Os indicadores mostram que o dólar ganhou força diante do aumento da aversão ao risco e da busca por ativos considerados mais seguros.

Dados de acumulação mostram o histórico recente da moeda e da bolsa, com informações oficiais apresentadas pelo mercado: Acumulado da semana: -0,16%;Acumulado do mês: -2,27%;Acumulado do ano: -2,27%.

Para o índice doméstico, os números são: Acumulado da semana: +0,03%;Acumulado do mês: +2,31%;Acumulado do ano: +2,31%.

Por que o dólar sobe, explicação econômica

A alta do dólar reflete, em grande parte, o receio sobre uma escalada de medidas comerciais entre aliados, com possíveis tarifas como instrumento de pressão.

Líderes europeus reagiram às ameaças de tarifas feitas pelo presidente dos EUA, e países do bloco já avaliam contramedidas, aumentando a percepção de risco global.

Reação dos mercados internacionais e commodities

Wall Street abriu pressionada após o retorno do feriado, com investidores precificando um cenário mais adverso para o comércio internacional.

O movimento elevou a procura por ouro, que avançava 3,03% durante a manhã, cotado a US$ 4.734,55 por onça-troy.

No front dos futuros, por volta das 9h (horário de Brasília), o Dow Jones futuro caía 1,5%, o S&P 500 futuro perdia 1,6% e o Nasdaq futuro recuava 2%.

Na Europa, o STOXX 600 recuava 1,4%, enquanto os principais índices seguiram em queda, com o CAC 40 caía 1,2% para 8.014,42 pontos, o DAX recuava 1,5% para 24.581,44 pontos, e o FTSE 100 tinha queda de 1,3% para 10.068,04 pontos.

Na Ásia, os resultados foram mistos ao final do dia, com SSEC caindo 0,01% para 4.113 pontos, o CSI300 recuando 0,33% para 4.718 pontos, o Hang Seng caindo 0,29% para 26.487 pontos, o Nikkei perdendo 1,1% para 52.988 pontos, o Kospi caindo 0,39% para 4.885 pontos, o Taiex subindo 0,38% para 31.759 pontos, e o Straits Times recuando 0,23% para 4.823 pontos.

Riscos políticos e agenda que pode mexer com o câmbio

Além das ameaças tarifárias, investidores monitoram o início do Fórum Econômico Mundial, em Davos, onde o presidente dos EUA deve falar e buscar apoio para sua posição sobre a Groenlândia.

Outro ponto de atenção é a audiência da diretora do Federal Reserve, Lisa Cook, na Suprema Corte dos EUA, após uma tentativa de demissão por parte do presidente, episódio visto como teste para a independência do banco central americano.

Em resumo, a combinação de riscos políticos, incertezas sobre retaliações comerciais e a busca por segurança tem sustentado a alta do dólar, enquanto o Ibovespa e bolsas globais repercutem o aumento da aversão ao risco.