Dólar sobe com dados de vagas nos EUA e temporada de balanços, Itaú e Amazon no radar, mercado observa superávit da balança e resultados bancários
Nesta quinta, o dólar opera em alta enquanto investidores acompanham o relatório Jolts dos EUA, balanços corporativos como Itaú e Bradesco, e a projeção de superávit de US$ 3,8 bilhões
O dólar registrou alta na manhã desta quinta-feira, com movimento influenciado por indicadores econômicos dos Estados Unidos e pela temporada de resultados das empresas, no Brasil e no exterior.
Em paralelo, o mercado segue atento às grandes empresas de tecnologia nos EUA, e aos balanços dos bancos brasileiros, que pesam no desempenho do Ibovespa.
Esses pontos influenciaram o início do pregão, conforme informação divulgada pelo g1
Comércio externo e panorama doméstico
O câmbio avançava cerca de 0,35% por volta das 9h45, com o dólar cotado a R$ 5,2674, após ter fechado estável na véspera, a R$ 5,2495. No mesmo dia anterior, a bolsa havia recuado, ficando em 181.708 pontos, uma queda de 2,14%.
No Brasil, a agenda traz a divulgação da balança comercial de janeiro, com projeção de um superávit de US$ 3,8 bilhões, dado que pode influenciar o fluxo externo e o preço do dólar.
Indicadores e resultados que mexem com o humos dos mercados
Nos EUA, o destaque é o relatório Jolts, que divulga o número de vagas de emprego em aberto, e que teve sua divulgação adiada por causa da paralisação parcial do governo americano. O mercado observa o dado para avaliar a saúde do mercado de trabalho e as expectativas de política monetária.
Em Wall Street, a divulgação de projeções de gastos com inteligência artificial pela Alphabet, controladora do Google, impactou o humor dos investidores, e agora a atenção se volta para os resultados da Amazon, que podem provocar volatilidade adicional nos ativos globais.
Temporada de balanços no Brasil e impacto sobre o Ibovespa
A temporada de balanços no mercado brasileiro segue influenciando o comportamento dos ativos locais, especialmente pelo peso do setor bancário no índice. Na véspera, o Itaú informou lucro líquido de R$ 12,32 bilhões no quarto trimestre, número que representa crescimento de 3,7% frente ao trimestre anterior e de 13,2% em relação ao mesmo período do ano passado, além de ter ficado acima das expectativas do mercado.
Resultados como o do Itaú podem sustentar um desempenho mais favorável para a bolsa, por conta do peso dos bancos no Ibovespa. O Bradesco deve apresentar seus números após o fechamento da bolsa, e o calendário ainda traz empresas como Multiplan, Porto Seguro, BR Partners e ABC Brasil.
Reação setorial e mercados globais
Entre os bancos, o Santander divulgou lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, em linha com o esperado, mas com resultado antes do pagamento de impostos abaixo das projeções, movimento que teve efeito negativo nas ações do setor.
As bolsas globais encerraram a véspera com sinais mistos. Em Wall Street, o Dow Jones avançou 0,53%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq recuaram 0,51% e 1,51%, respectivamente. Na Europa, o STOXX 600 bateu novo recorde de fechamento, com variação modesta, o CAC 40 subiu 1,01%, o DAX caiu 0,72% e o FTSE 100 subiu 0,85%.
Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta, com o CSI300 avançando 0,83%, o SSEC de Xangai subindo 0,85%, o Hang Seng subindo 0,05%, o Nikkei avançando 0,78%, o Kospi subindo 1,57%, o Taiex ganhando 0,29% e o Straits Times de Cingapura avançando 0,43%.
O que acompanhar ao longo do dia
Os próximos capítulos do dia incluem a divulgação do relatório Jolts, os resultados da Amazon em Wall Street e os balanços de bancos no Brasil. Esses fatores devem continuar a orientar fluxo de capitais e pressão sobre o câmbio.
No acumulado, o dólar apresentava pequenas variações semanais e mensais, enquanto o Ibovespa já mostrava ganhos no ano, refletindo a combinação entre notícias domésticas e eventos internacionais.
Investidores e empresas seguem de olho em dados e balanços, com atenção especial para o peso do setor financeiro sobre o índice doméstico e para indicadores externos que podem alterar percepções sobre risco e retornos.