Investidores acompanham investigação no sistema financeiro brasileiro, divulgação de vendas e preços nos EUA e pedidos de auxílio-desemprego, fatores que podem pressionar o preço do dólar e a bolsa
O mercado financeiro abriu com atenção dividida entre eventos no Brasil e dados econômicos nos Estados Unidos.
Entre os fatos domésticos, aparece a atuação da Polícia Federal e decisões do Banco Central envolvendo uma corretora.
No exterior, indicadores de consumo e preços reacendem debates sobre ritmo da atividade americana e sobre decisões do Fed, conforme informação divulgada pelo g1.
O que ocorreu no Brasil
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, atualmente denominada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, com sede em São Paulo, e a empresa esteve no centro da segunda fase da Compliance Zero, deflagrada na quarta-feira, 14.
Na operação, o fundador e ex-executivo da Reag, João Carlos Mansur, foi alvo de mandados de busca e apreensão, informação que deixou agentes do mercado mais cautelosos com nomes ligados ao sistema financeiro.
Essas notícias domésticas aparecem junto com movimentos normais de mercado, e ajudam a explicar parte da pressão sobre o câmbio na abertura.
Dados dos EUA que pesaram
No exterior, os investidores acompanharam a divulgação do pedido semanal de auxílio-desemprego, com expectativa de alta das solicitações para 215 mil, após 208 mil na semana anterior.
Além disso, as vendas do varejo americano subiram 0,6% em novembro, número que superou projeções e indica consumo ainda resiliente nos Estados Unidos.
No front de preços, o índice de preços ao produtor avançou 0,2% em novembro, após alta de 0,1% em outubro, medida que costuma sinalizar pressão futura sobre a inflação ao consumidor.
O Livro Bege do Fed apontou que “As perspectivas para a atividade futura foram ligeiramente otimistas, com a maioria esperando um crescimento leve a modesto nos próximos meses”, comentário que sugere pouca mudança nas expectativas de juros de curto prazo.
Reação dos mercados e números citados
Na sessão anterior, o dólar avançou 0,49%, cotado a R$ 5,4016, e a bolsa disparou 1,96%, aos 165.146 pontos, uma nova máxima histórica, movimentos que mostram volatilidade entre câmbio e ações.
O g1 também trouxe os acumulados de curto prazo, com destaque para o câmbio, “Acumulado da semana: +0,68%;Acumulado do mês: -1,59%;Acumulado do ano: -1,59%.”
No caso do índice acionário, a publicação informa, “Acumulado da semana: +1,09%;Acumulado do mês: +2,50%;Acumulado do ano: +2,50%.”
Outro fato relevante foi o movimento corporativo, com o Agibank protocolando pedido de oferta pública inicial de ações na Bolsa de Nova York, operação que pode atrair fluxo estrangeiro, segundo documento enviado à SEC.
Perspectivas e o que observar adiante
Para os próximos dias, o mercado continuará monitorando desdobramentos da investigação envolvendo a corretora e sinais de fraqueza ou força no consumo americano.
Pedidos de auxílio-desemprego e novos indicadores de atividade e preços podem reforçar ou aliviar a pressão sobre o dólar, afetando importadores, exportadores e o desempenho do Ibovespa.
Em resumo, a combinação de fatores domésticos, como decisões administrativas e operações da polícia, com leituras econômicas nos EUA, mantém o ambiente de atenção, e pode gerar movimentos pronunciados no câmbio e na bolsa nas próximas sessões.