Dólar sobe com nervosismo por negociações entre EUA e Irã, pressionando mercado, petróleo e Ibovespa em dia de atenção a dados e possível ação de Trump

Reunião em Genebra e possível decisão do presidente Donald Trump mantêm o mercado em alerta, com reflexos no dólar, nos preços do petróleo e nas bolsas globais

O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira em alta, em um dia marcado por incertezas internacionais e por indicadores relevantes nos Estados Unidos.

Por volta das 9h05, a moeda americana avançava, enquanto o mercado monitorava o desenrolar da reunião entre representantes dos EUA e do Irã em Genebra.

Conforme informação divulgada pelo g1

Abertura do dia e números imediatos

Na véspera, a moeda americana caiu 0,60%, cotada a R$ 5,1246, menor nível desde 21 de maio de 2024. Por volta das 9h05, a moeda americana subia 0,12%, cotada a R$ 5,1307, segundo levantamento em tempo real.

Os indicadores de acumulados trazem um panorama recente do movimento do câmbio e do mercado de ações, com as seguintes referências, exatamente como divulgadas pela fonte, 💲Dólar, Acumulado da semana: -0,99%;Acumulado do mês: -2,34%;Acumulado do ano: -6,63%.

Da mesma forma, o principal índice da bolsa brasileira aparece neste início de dia com as estatísticas divulgadas, 📈Ibovespa, Acumulado da semana: +0,32%;Acumulado do mês: +5,39%;Acumulado do ano: +18,63%.

Tensão entre EUA e Irã e impacto nos mercados

O foco dos investidores está na decisão que o presidente Donald Trump pode tomar sobre um possível ataque ao Irã, após a reunião em Genebra. A expectativa alimenta o apetite por ativos de refúgio, como o dólar, e aumenta a aversão ao risco.

Especialistas consultados pelo g1 afirmam que o aumento das tensões entre os dois países pode fortalecer o dólar, elevar os preços do petróleo e provocar perdas nas bolsas de valores, em momentos de maior aversão ao risco.

Outra preocupação é a possibilidade de bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio mundial de petróleo, o que poderia afetar o funcionamento do mercado global de energia.

Preços do petróleo e reação das bolsas

Mesmo com a tensão, os contratos de petróleo recuavam nesta manhã, com os valores divulgados pela fonte, Brent caía 1,31%, a US$ 69,91 por barril, enquanto o WTI recuava 1,59%, a US$ 64,37.

Nos Estados Unidos, os contratos futuros mostravam leve abertura negativa, com o S&P 500 recuando 0,1%, o Dow Jones caindo 0,2% e a Nasdaq com baixa de 0,05% por volta das 9h, conforme acompanhamento dos mercados.

Na Ásia e na Europa, o movimento foi misto, com investidores ainda avaliando ganhos recentes em tecnologia e os possíveis efeitos de uma escalada geopolítica.

Agenda de hoje e pontos a acompanhar

Além da reunião em Genebra, o Departamento de Trabalho dos EUA divulga, às 10h30 de Brasília, os pedidos iniciais de seguro-desemprego, com expectativa de 215 mil pedidos, ante 206 mil na semana anterior.

No Brasil, o início das negociações do Ibovespa tem atenção por parte dos investidores, e no cenário político doméstico repercute pesquisa da AtlasIntel que apontou que Lula e Flávio Bolsonaro estariam tecnicamente empatados em um eventual segundo turno, leitura que alguns agentes interpretam como sinal de possível mudança no comando do país em 2026.

Investidores seguirão atentos ao desfecho da reunião entre EUA e Irã, aos números econômicos americanos e às reações dos preços do petróleo, fatores que continuam a movimentar o dólar e a formação de preços nos mercados financeiros.