Dólar sobe com operação da PF e dados dos EUA no radar, Banco Central liquida Reag Investimentos e Agibank pede IPO, entenda os impactos no mercado

Dólar abre em alta após alta de 0,49% na véspera, mercado avalia liquidação da CBSF/Reag, pedido de IPO do Agibank e indicadores econômicos dos EUA

Dólar e bolsas iniciam o dia com atenção dividida entre eventos domésticos e sinais de atividade nos Estados Unidos.

Do lado interno, a atuação de autoridades e medidas do Banco Central aumentam a volatilidade sobre ativos e câmbio.

Do lado externo, dados econômicos americanos e balanços corporativos voltam ao radar de investidores, influenciando a expectativa por risco e juros, conforme informação divulgada pelo g1

Cenário doméstico e impacto no câmbio

No front interno, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, atualmente denominada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, com sede em São Paulo.

A empresa esteve no centro da segunda fase da Compliance Zero, deflagrada na quarta-feira (14), e o fundador e ex-executivo da Reag, João Carlos Mansur, foi alvo de mandados de busca e apreensão.

Esses fatos deram peso à cotação, com destaque para a seguinte observação divulgada pela fonte, Na véserpa, o dólar avançou 0,49%, cotado a R$ 5,4016, Já a bolsa, por sua vez, disparou 1,96%, aos 165.146 pontos, uma nova máxima histórica.

Acumulados, que ajudam a medir o tom do mercado, seguem: Acumulado da semana: +0,68%;Acumulado do mês: -1,59%;Acumulado do ano: -1,59% para o dólar, e Acumulado da semana: +1,09%;Acumulado do mês: +2,50%;Acumulado do ano: +2,50% para o Ibovespa.

Dados dos EUA que pesam no mercado

No exterior, indicadores recentes mexem com a percepção sobre crescimento e inflação americana, e, por consequência, com o fluxo para o dólar.

As vendas no varejo dos EUA subiram 0,6% em novembro, acima da expectativa de 0,4%, segundo dados do Departamento de Comércio dos EUA, via Census Bureau.

O índice de preços ao produtor avançou 0,2% em novembro, após alta de 0,1% em outubro, em linha com a expectativa, e acumula alta de 3,0% em 12 meses até novembro, acima dos 2,8% de outubro, conforme divulgado pelo Departamento do Trabalho dos EUA.

Além disso, a mediana de expectativas para pedidos semanais de auxílio-desemprego apontava alta para 215 mil, após 208 mil registros na semana anterior, informação que também orienta decisões de curto prazo de investidores.

O Livro Bege do Fed mostrou leve melhora na atividade, e traz a observação, “As perspectivas para a atividade futura foram ligeiramente otimistas, com a maioria esperando um crescimento leve a modesto nos próximos meses”, indicação que deve ter pouco impacto nas apostas sobre alterações de juros no curto prazo.

Mercados globais e sentimento

Os principais índices de Wall Street fecharam em queda na sessão anterior, com tecnologia entre os destaques negativos, enquanto a rotação para setores mais defensivos reverteu parte do apetite por risco.

Os números do fechamento citados pela fonte foram, Nasdaq caiu 0,96%, aos 23.481,19 pontos, o S&P 500 perdeu 0,53%, aos 6.927,03 pontos, e o Dow Jones recuou 0,07, para 49.158,62 pontos.

Na Europa, o desempenho foi misto, com o STOXX 600 subindo 0,12% e o FTSE de Londres avançando 0,33%, enquanto DAX e CAC 40 recuaram 0,50% e 0,12%, respectivamente.

No continente asiático, as bolsas fecharam mistas, com destaque para o otimismo em inteligência artificial que impulsionou o Nikkei, e índices como Hang Seng e Xangai SSEC mostrando performances divergentes.

O que acompanhar hoje

Investidores devem acompanhar novas movimentações sobre a investigação que envolve instituições financeiras, possíveis desdobramentos da liquidação da CBSF/Reag e a evolução dos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA.

Também vale atenção ao movimento de ofertas e operações corporativas, como o pedido de oferta pública inicial do Agibank na Bolsa de Nova York, além de resultados e discursos que possam alterar a visão sobre juros e crescimento.

Em resumo, a combinação de fatores domésticos e internacionais segue determinando a direção do dólar e a volatilidade dos mercados, e a leitura conjunta desses sinais será crucial para investidores nas próximas sessões.