Dólar sobe com produção industrial do Brasil e dados de emprego nos EUA, e reage às declarações de Trump sobre petróleo venezuelano, bancos e bolsas
Dólar avança a R$ 5,3906 na abertura, com investidores acompanhando produção industrial de novembro no Brasil, pedidos de auxílio-desemprego nos EUA e vendas de petróleo venezuelano
O mercado financeiro abriu o dia com atenção sobre dados de atividade no Brasil e indicadores de emprego nos Estados Unidos, fatores que influenciam a trajetória do dólar e das ações locais.
Além dos números econômicos, entrevistas e decisões sobre o petróleo venezuelano também movimentaram as expectativas de investidores, em especial após declarações do ex-presidente Donald Trump.
As informações desta reportagem foram compiladas com base na cobertura do g1, conforme informação divulgada pelo g1.
Abertura do dia e números imediatos
Pela manhã, o dólar comercial iniciou a sessão em alta, avançando 0,14% às 9h02, aos R$ 5,3906. Na véspera, a moeda americana teve um avanço de 0,12%, cotada em R$ 5,3858, e a bolsa recuou 1,03%, aos 161.975 pontos, conforme os dados divulgados pelo g1.
Os indicadores de curto prazo mostram também saldos semanais e mensais, com o dólar registrando, no acumulado da semana, -0,70%, no mês -1,87%, e no ano -1,87%. O Ibovespa aparece, por sua vez, com acumulado da semana de +0,92%, do mês de +0,55%, e do ano de +0,55%.
Produção industrial no Brasil e impacto local
Os números da produção industrial de novembro têm papel central nas decisões de investidores, com expectativa de crescimento de 0,2% no mês e queda de 0,1% no acumulado de 12 meses. Cenário mais fraco na indústria tende a pressionar empresas exportadoras e a confiança do mercado doméstico.
Se a produção ficar abaixo do esperado, o efeito pode ser de maior volatilidade no curto prazo, enquanto leituras mais fortes podem amenizar parte da pressão sobre o dólar e sustentar fluxos para ativos locais.
Dados de emprego nos EUA e balanço comercial
Nos Estados Unidos, investidores aguardam números do mercado de trabalho, com previsão de cerca de 210 mil pedidos de Auxílio-Desemprego, e a balança comercial com expectativa de déficit de US$ 58,9 bilhões. Esses dados ajudam a compor o quadro econômico americano e a orientar decisões sobre taxas de juros e moedas.
Leituras de emprego mais fortes podem reduzir apostas de cortes de juros, fortalecendo o dólar globalmente, enquanto surpresas negativas tendem a favorecer ativos de maior risco e enfraquecer a moeda norte-americana.
Petróleo venezuelano, Trump e reflexos nos mercados
Em um movimento recente, Donald Trump afirmou que o governo americano deve continuar “administrando” a Venezuela e extraindo petróleo das reservas do país “por muitos anos”. Segundo ele, o governo interino, assumido por Delcy Rodríguez, “está nos dando tudo o que consideramos necessário”.
As declarações vêm junto com relatos de que o Departamento de Energia dos EUA informou que as vendas do petróleo venezuelano já começaram e devem continuar por tempo indeterminado, e que toda a receita será depositada em contas controladas pelos EUA. Trump disse ainda que o petróleo será vendido a preço de mercado, e que ele será responsável por controlar o dinheiro obtido para garantir uso “em benefício do povo da Venezuela e dos EUA”.
O anúncio sobre entrega de petróleo, estimada entre 30 a 50 milhões de barris, e a retomada parcial das cargas que estavam armazenadas desde dezembro podem ampliar a oferta da commodity no mercado internacional, influenciando preços e, indiretamente, movimentos do dólar.
Visão do mercado global
Nas praças internacionais, Wall Street operou sem direção única, com o Nasdaq Composite em alta de 0,17%, enquanto S&P 500 e Dow Jones recuaram 0,34% e 0,96%, respectivamente. Na Europa, o índice STOXX 600 registrou variação negativa de 0,05%, a 604,99 pontos, com inflação da zona do euro em desaceleração para 2% em dezembro.
Na Ásia, os resultados foram mistos, com destaque para a China, onde índices se mantiveram próximos de máximos de mais de dez anos, e para o Hang Seng, que cedeu 0,94% no fechamento.
Investidores seguem monitorando a agenda econômica local e internacional, decisões políticas e movimentos de commodities, que em conjunto determinam a trajetória do dólar e o humor nas bolsas.