quinta-feira, junho 4, 2026

Domo de Ouro na Groenlândia: Rússia diz monitorar plano dos EUA de escudo antimísseis de US$ 175 bilhões e avalia alcance estratégico do projeto

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Kremlin afirma que as Forças Armadas russas acompanham atentamente o projeto, que prevê satélites, interceptadores NGI, THAAD e bases em terra, incluindo a Groenlândia

O governo russo afirmou que monitora de perto o plano americano de construir um sistema antimísseis conhecido como Domo de Ouro, cuja implantação inclui satélites e bases terrestres.

O projeto, anunciado em maio de 2025, foi orçado em US$ 175 bilhões, — o equivalente a R$ 1 trilhão, e voltou a ser citado pelo presidente americano em 14 de janeiro durante debate sobre a Groenlândia.

As informações sobre o plano e a reação russa foram divulgadas pela imprensa brasileira, conforme informação divulgada pelo g1.

O que é o Domo de Ouro e como funcionaria

O Domo de Ouro é um projeto do Pentágono inspirado no sistema israelense Domo de Ferro, pensado para detectar e neutralizar mísseis em diferentes fases do ataque.

Segundo documentos apresentados a empreiteiros e relatados pela imprensa, o sistema terá quatro camadas, incluindo uma base espacial para alerta e rastreamento, e três camadas terrestres com interceptadores, radares e, potencialmente, lasers.

A proposta busca neutralizar alvos já na chamada fase de impulso, o estágio inicial da trajetória do míssil, e também interceptar durante a subida, no meio do percurso e nos minutos finais antes do impacto.

Detalhes operacionais e custos

De acordo com as informações que vieram a público, o programa inclui 11 baterias de curto alcance nos EUA continentais, no Alasca e no Havaí, mais bases de lançamento para interceptadores de maior alcance.

O projeto prevê a adição de uma nova base no Centro-Oeste dos Estados Unidos para abrigar interceptadores NGI de última geração, que fariam parte da chamada camada superior, junto com o sistema THAAD.

As últimas linhas de defesa contariam com radares novos e sistemas já em uso, como o Patriot, além de um novo lançador compatível com interceptadores presentes e futuros, conforme relatório divulgado pelo governo e por agências internacionais.

Por que a Groenlândia é considerada estratégica

A Groenlândia é vista como ponto-chave porque fica entre os Estados Unidos e a Rússia, oferecendo posição privilegiada sobre rotas aéreas e marítimas do Ártico.

Os EUA já mantiveram até 10 mil militares na ilha durante a Guerra Fria, e hoje têm menos de 200, segundo dados citados na cobertura do projeto.

O presidente americano afirmou que a ilha, que é território autônomo da Dinamarca, é “vital” para a construção do sistema, e a administração busca instalar radares em terra e no mar ao redor da Groenlândia para fortalecer a vigilância.

Reação da Rússia e implicações geopolíticas

Segundo o Kremlin, o projeto é acompanhado atentamente pelas Forças Armadas russas, que avaliam os objetivos e o alcance do sistema, frase usada pelo porta-voz para descrever o monitoramento militar.

Analistas apontam que a presença de um escudo com capacidade espacial e bases no Ártico pode alterar o equilíbrio estratégico, elevando tensões entre Moscou e Washington.

Além das implicações militares, a Groenlândia tem reservas de recursos minerais e terras raras, o que amplia o interesse dos Estados Unidos por acesso à região, por razões econômicas e de segurança.

O debate sobre o Domo de Ouro, a presença americana na Groenlândia e a avaliação russa segue em destaque, enquanto especialistas avaliam viabilidade técnica, custos e riscos políticos associados ao projeto.

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