quinta-feira, junho 4, 2026

Eduardo Bolsonaro Lamenta Retirada de Sanções dos EUA Contra Alexandre de Moraes e Vê Perda de “Janela de Oportunidade”

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Eduardo Bolsonaro lamenta decisão dos EUA de retirar sanções contra Alexandre de Moraes e sua esposa

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) manifestou seu descontentamento com a recente decisão do governo dos Estados Unidos de remover o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, da lista de sancionados pela Lei Magnitsky.

Em pronunciamento divulgado em suas redes sociais, o parlamentar declarou ter recebido a notícia com “pesar”, argumentando que a sociedade brasileira perdeu uma “janela de oportunidade” crucial para lidar com seus próprios desafios internos.

A retirada de Moraes e sua esposa da lista ocorreu sem que o governo americano apresentasse explicações formais para a mudança de postura. A Lei Magnitsky é um instrumento utilizado pelos EUA para impor sanções a indivíduos estrangeiros, e o ministro do STF havia sido incluído em julho deste ano.

Entenda a Lei Magnitsky e o Impacto das Sanções

A Lei Magnitsky permite que o governo dos Estados Unidos sancione estrangeiros considerados responsáveis por violações de direitos humanos ou corrupção significativa. Com a inclusão de Alexandre de Moraes e sua esposa na lista, quaisquer bens que o casal possuísse nos EUA ficavam bloqueados, e cidadãos americanos eram impedidos de realizar negócios com o ministro.

Conforme apurado pela GloboNews, o Brasil já antecipava essa possibilidade após um contato telefônico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o então presidente americano Donald Trump. O governo brasileiro vinha trabalhando ativamente para reverter a sanção, tratando o assunto em reuniões ministeriais e presidenciais.

Negociações e Reação do Ministro

Eduardo Bolsonaro é apontado como uma figura chave nas negociações que levaram à imposição das sanções contra Moraes e outras autoridades brasileiras pelo governo norte-americano. Na época da sanção original, a justificativa apresentada pelos EUA estava ligada aos processos em andamento no STF contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que havia perdido as eleições presidenciais de 2022.

Posteriormente, em setembro, o governo dos Estados Unidos estendeu a sanção à esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes. O ministro Alexandre de Moraes, ao ser sancionado, classificou a medida como “ilegal e lamentável”, reafirmando a independência do Judiciário brasileiro e a defesa da soberania nacional.

Nota Pública de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo

Em nota conjunta, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo expressaram seu pesar pela decisão americana. Eles agradeceram o apoio demonstrado pelo presidente Trump e lamentaram que o Brasil não tenha conseguido construir a unidade política interna necessária para enfrentar seus problemas estruturais.

A nota também ressalta que a falta de coesão interna e o insuficiente apoio às iniciativas externas contribuíram para o agravamento da situação. Eles afirmaram que continuarão trabalhando para encontrar um caminho que permita a “libertação do nosso país”, apesar das circunstâncias adversas.

A decisão dos EUA de retirar as sanções contra Alexandre de Moraes e sua esposa marca um novo capítulo nas relações diplomáticas e nas discussões sobre a atuação do Judiciário brasileiro no cenário internacional. A ausência de explicações oficiais por parte do governo americano adiciona um elemento de incerteza às motivações por trás dessa mudança.

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