Eleição antecipada no Japão: Sanae Takaichi aposta em consolidar maioria no Parlamento, PLD mira 233 cadeiras, apoio de Trump e nevascas podem influenciar resultado
Eleição antecipada no Japão mantém urnas abertas das 7h às 20h, disputa por 233 cadeiras em 465 assentos, e fatores como apoio de Trump e nevascas podem afetar adesão ao voto
A votação acontece neste domingo em todo o país, com abertura das seções eleitorais às 7h e fechamento às 20h no horário local.
A disputa é pela 51ª eleição da Câmara dos Representantes, em um pleito convocado para consolidar a maioria do governo no Legislativo.
O cenário incorpora a alta popularidade da primeira-ministra, o apoio público do presidente dos Estados Unidos e condições climáticas severas, conforme informação divulgada pelo g1.
Como funciona a votação e o que está em jogo
As urnas foram abertas às 7h em mais de 44.600 seções eleitorais em todo o país, e a apuração começa ao fechamento das urnas, às 20h.
Os eleitores escolhem representantes para a 51ª eleição da Câmara dos Representantes, em que estão em disputa 465 cadeiras, e a meta para garantir maioria é alcançar ao menos 233 cadeiras.
A eleição foi convocada após a primeira-ministra Sanae Takaichi dissolver o Parlamento em 19 de janeiro, e o pleito é apontado como a mais curto desde o fim da Segunda Guerra Mundial, com apenas 16 dias entre a dissolução do Parlamento e o dia da votação, segundo a imprensa local.
Candidatos, pesquisas e matemática política
Ao todo, 1.284 candidatos concorreram às 465 cadeiras, em distritos uninominais e pelo sistema de representação proporcional.
Pesquisas de intenção de voto indicam ampla vantagem para o Partido Liberal Democrático, liderado por Takaichi, e há atenção sobre a aliança com o Partido da Restauração do Japão para ver se obterão a maioria necessária.
Se o PLD e aliados conseguirem 233 cadeiras, a administração de Takaichi terá mais facilidade para aprovar medidas no Legislativo, e a eleição será vista como um termômetro para a estabilidade política do país.
Impacto do apoio de Trump e repercussão internacional
A popularidade de Takaichi foi reforçada após o apoio público do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que Takaichi é uma líder, “forte, poderosa e sábia“, e declarou “apoio total e absoluto” à premiê.
Trump também afirmou estar ansioso para recebê-la na Casa Branca em 19 de março e destacou negociações comerciais e cooperação em segurança entre os dois países.
O apoio externo alimentou o debate doméstico sobre influência internacional em campanhas, e o resultado será observado por aliados e rivais geopolíticos.
Clima, participação e consequências humanitárias
O voto no Japão não é obrigatório, e fatores climáticos podem afetar a participação, já que o país enfrenta nevascas recordes há quase 20 dias em várias regiões.
Em áreas afetadas pela neve, residências ficaram quase cobertas, e, segundo levantamento citado, pelo menos 35 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas.
Em algumas regiões remotas, a votação antecipada já havia sido realizada, mas a expectativa é por uma participação menor em locais com condições severas, o que pode influenciar o resultado final.
Primeira mulher a governar o Japão, Takaichi, de 64 anos, tornou-se em outubro a quinta chefe de governo do país em cinco anos, e sua presença nas redes sociais e entre jovens é apontada como um dos fatores de sua popularidade.
A apuração começa após as 20h do horário local, e o país acompanha se o PLD e aliados conseguirão transformar a vantagem nas pesquisas em uma maioria consolidada no Parlamento.