quinta-feira, junho 4, 2026

Eleição antecipada no Japão: Takaichi tenta ampliar maioria no Parlamento após apoio de Trump, nevascas e abstenção podem decidir quem leva as 465 cadeiras em pleito curto e tenso

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Eleição antecipada no Japão segue marcada por clima extremo, apoio externo e pressa, eleitores votam em 8 de fevereiro em pleito curto que pode reforçar a liderança de Takaichi

Eleição antecipada no Japão chega ao dia da votação com atenção às consequências políticas e logísticas, depois de uma campanha de 12 dias e anúncios inesperados.

As urnas foram abertas às 7h no horário local em mais de 44.600 seções eleitorais em todo o país, para a 51ª eleição da Câmara dos Representantes, e a apuração teve início às 20h, com o fechamento das seções, em 8 de fevereiro.

O pleito foi convocado pela primeira-ministra Sanae Takaichi, que dissolveu o Parlamento em 19 de janeiro para tentar converter alta popularidade em maioria mais sólida, conforme informação divulgada pelo g1.

Como foi convocada e o que está em jogo

Takaichi dissolveu a Câmara dos Representantes em 19 de janeiro e marcou a votação para 8 de fevereiro, numa campanha de apenas 16 dias entre a dissolução e o dia do pleito, a mais curta registrada desde o fim da Segunda Guerra Mundial, segundo a imprensa local.

No total, 1.284 candidatos disputaram as 465 cadeiras da Câmara, divididas entre distritos uninominais e listas proporcionais. A maioria absoluta exige ao menos 233 cadeiras, meta que definirá se o Partido Liberal Democrático, PLD, e o parceiro Partido da Restauração do Japão mantêm a administração de Takaichi.

Favoritismo e apoio internacional

Pesquisas de intenção de voto mostravam ampla vantagem para o PLD, e a primeira-ministra ganhou reforço público do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a campanha.

Em publicação nas redes sociais, Trump chamou Takaichi de “forte, poderosa e sábia“, e declarou seu “apoio total e absoluto” à premiê, além de anunciar encontros bilaterais e negociações comerciais e de segurança.

Impacto das nevascas e participação dos eleitores

O clima foi um fator crítico, com o país enfrentando nevascas recordes havia quase 20 dias. Em algumas regiões, casas ficaram quase totalmente cobertas pela neve.

As condições climáticas podem afetar a participação, já que o voto no Japão não é obrigatório, e autoridades avisaram que logística e segurança das seções poderiam ser prejudicadas por estradas e serviços suspensos.

As nevascas já deixaram um rastro de danos humanos, com pelo menos 35 pessoas mortas e mais de 100 feridas em decorrência do clima extremo, números divulgados pelas reportagens sobre o pleito.

Possíveis cenários e impacto imediato

Se o PLD e aliados alcançarem a maioria de 233 cadeiras, Takaichi terá carta branca maior para aprovar medidas do governo, inclusive nas áreas de segurança e economia.

Se as forças de oposição avançarem, pode haver rearranjo na agenda legislativa e maior resistência a projetos do Executivo. A apuração começou ao fechamento das urnas, com resultado acompanhando tendência das pesquisas, mas dependente do desempenho em distritos-chave.

O resultado deve ser definido nas primeiras horas após a apuração, e o país observa também as repercussões internacionais do pleito, após declarações públicas de líderes estrangeiros sobre a líder japonesa.

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