quinta-feira, junho 4, 2026

Elon Musk perguntou “Quando podemos ir para a sua ilha?” a Jeffrey Epstein, e-mails de 2013 nos arquivos do Departamento de Justiça reacendem ligações com a ilha de Jeffrey Epstein

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Arquivos mostram a pergunta direta de Elon Musk a Jeffrey Epstein, e revelações incluem mais de 2 mil vídeos e 180 mil imagens relacionadas à ilha de Jeffrey Epstein

Um e-mail enviado por Elon Musk a Jeffrey Epstein, em 2013, com a pergunta “Quando podemos ir para a sua ilha?”, aparece entre os documentos que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos liberou nesta sexta-feira.

Os arquivos fazem parte de uma leva maior, que soma mais de 3 milhões de páginas, e trazem centenas de milhares de imagens e milhares de vídeos, de acordo com a divulgação oficial.

As informações sobre a presença do e-mail e os detalhes da liberação dos arquivos foram publicadas pelo g1, conforme informação divulgada pelo g1.

O e-mail de 2013 e o que se sabe sobre a viagem

O texto com a pergunta “Quando podemos ir para a sua ilha?” consta entre as páginas tornadas públicas pelo Departamento de Justiça.

Não está claro nos documentos se a viagem chegou a se concretizar, e o material divulgado não demonstra, por si só, participação comprovada em crimes por parte de todos os nomes que aparecem nas mensagens.

Em resposta a questionamentos públicos anteriores, Musk já disse que recusou convites para a ilha, com a mensagem nas redes, “Epstein tentou me convencer a ir para a ilha dele e eu RECUSEI”, publicada por ele em 27 de setembro de 2025.

O conteúdo e a extensão dos arquivos liberados

Segundo o vice-procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, a nova leva inclui mais de 2 mil vídeos e 180 mil imagens, que têm ‘grandes quantidades de pornografia comercial’.

Blanche afirmou ainda que a divulgação atual marca o encerramento do processo de revisão, em suas palavras, “A divulgação de hoje marca o fim de um processo muito abrangente de identificação e revisão de documentos para garantir transparência ao povo americano e conformidade com a lei”.

Os documentos liberados abrangem e-mails, fotos e mídias ligadas à rede comandada por Jeffrey Epstein, que incluía viagens à sua ilha particular nas Ilhas Virgens Americanas, e deslocamentos frequentes no avião apelidado de “Lolita Express”.

Contexto do caso e passos anteriores do Departamento de Justiça

Jeffrey Epstein foi condenado por abusar de menores e por operar uma rede de exploração sexual, cujo epicentro, segundo investigações, era a sua ilha particular.

O Departamento de Justiça começou a publicar os arquivos da investigação em dezembro, e admitiu em documento judicial que, até então, havia divulgado apenas 1% do material que tinha em mãos.

A liberação dos documentos foi parte da implementação da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, sancionada pelo presidente Donald Trump, mas os prazos previstos inicialmente não foram totalmente cumpridos.

Reações, vítimas e o impacto da divulgação

Entre as pessoas que aparecem citadas nos arquivos há uma vítima brasileira que declarou, em reação aos documentos, “Arquivos vão ajudar a me curar”.

Autoridades afirmaram que a Casa Branca não participou do processo de revisão dos arquivos, após questionamentos sobre possível interferência, e o vice-procurador garantiu que não houve proteção de interesses específicos na divulgação.

A publicação massiva dos documentos promete alimentar novas apurações, debates sobre responsabilidade de figuras públicas e pedidos por maior transparência no tratamento de arquivos sensíveis, enquanto vítimas e investigadores buscam respostas nas páginas agora públicas.

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