Embraer vende carros voadores para a AirX do Japão, acordo prevê pelo menos 2 eVTOLs com entregas a partir de 2029, possibilidade de ampliar para 50 unidades

Compra inicial de dois eVTOLs pode crescer para 50 unidades, carros voadores terão papel em serviços de fretamento aéreo e voos regionais no Japão

A Embraer anunciou a venda de carros voadores da sua subsidiária Eve para a japonesa AirX, maior empresa pública de serviço de fretamento de helicópteros do Japão.

O acordo prevê a compra de pelo menos dois eVTOLs, com possibilidade de ampliação para até 50 unidades, e as entregas estão previstas para 2029.

Os veículos devem integrar operações de fretamento aéreo, em trajetos turísticos e regionais, incluindo cidades como Tóquio e Osaka, conforme informação divulgada pelo g1

Detalhes do acordo e cronograma

A venda foi feita para a AirX, e a previsão de entrega das primeiras unidades é 2029, embora a Eve tenha traçado calendário próprio de entregas e operações.

O modelo vendido tem capacidade para cinco pessoas, quatro passageiros e um piloto, e autonomia de 100 quilômetros, o que permite cobrir trajetos urbanos curtos.

Os eVTOLs ainda precisam da certificação da Agência Nacional de Aviação Civil, Anac, para operar, e a Eve disse que o voo inaugural inicia a fase de testes de voo dos carros voadores.

Produção, testes e primeiro voo

Os veículos são produzidos em Taubaté, SP, em uma planta com capacidade para fabricar até 480 unidades por ano.

O voo inaugural do protótipo ocorreu em dezembro de 2025, na maior pista de aviação do hemisfério sul, na planta da Embraer em Gavião Peixoto, interior de São Paulo, e marca o início da fase de testes.

A Eve prevê iniciar as entregas dos eVTOLs em 2027, mesmo ano em que pretende começar as operações comerciais com os veículos elétricos de pouso e decolagem vertical.

Projeções de mercado e impacto econômico

Atualmente, há cerca de 3 mil unidades do carro voador encomendadas, e a empresa projeta que a frota mundial de eVTOLs pode chegar a 30 mil unidades até 2045.

A expectativa é que mais de 3 bilhões de passageiros sejam transportados nesse período, e que a operação e venda dos eVTOLs possam gerar receita de US$ 280 bilhões, mais de R$ 1,5 trilhão, até 2045.

A Embraer, por meio da Eve, afirmou que “o acordo reforça a presença global crescente da Eve e evidencia a demanda cada vez maior por soluções sustentáveis de mobilidade aérea em todo o mundo”, destacando o avanço para a mobilidade aérea urbana sustentável no Japão.