quinta-feira, junho 4, 2026

Empréstimo Correios R$ 8 bilhões, Governo amplia autorização com garantia da União para sustentar Plano de Reestruturação e avaliar aporte do Tesouro até metade do ano

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Ampliação do limite permite que os Correios busquem novo empréstimo de R$ 8 bilhões com garantia da União, ou recebam aporte do Tesouro, decisão prevista para o fim do semestre

Os Correios ganharam autorização para tentar captar mais recursos, em um movimento que visa dar fôlego ao plano de reestruturação da estatal e proteger credores com respaldo do governo.

A decisão do Conselho Monetário Nacional amplia em R$ 8 bilhões o espaço para operações com garantia da União, alternativa que pode vir na forma de empréstimo ou de aporte direto do Tesouro Nacional.

O desfecho sobre se o caminho será um empréstimo ou um aporte, segundo interlocutores envolvidos nas discussões, ficará claro apenas mais adiante, com previsão de definição ao final do primeiro semestre, conforme informação divulgada pelo g1

O que autorizou a operação

Em nota, o CMN afirmou que a ampliação do limite de empréstimo com garantias da União é “para assegurar a continuidade do Plano de Reestruturação Econômico-Financeira da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios), aprovado em 10 de dezembro de 2025“.

A medida abre espaço para a estatal acessar até R$ 8 bilhões adicionais com respaldo do governo federal, diminuindo o risco para instituições financeiras que concederiam crédito.

Contexto financeiro e números oficiais

A estatal passa por uma crise sem precedentes, com perda de caixa e cortes operacionais, e já registrou queda significativa nos resultados.

Segundo dados divulgados, “A estatal passa por uma crise sem precedentes. No acumulado de janeiro a setembro do ano passado, o prejuízo dos Correios chegou a R$ 6 bilhões.” Para 2026, o governo espera um aumento do déficit de R$ 9,1 bilhões.

Empréstimo anterior e condições negociadas

Os Correios já fecharam um contrato recente para reforçar o caixa, “Os Correios fecharam um empréstimo de R$ 12 bilhões” com cinco bancos, operação que teve aval do Tesouro e vigência até 2040.

“O contrato envolve os bancos Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.” Com garantia da União, o Tesouro assume o risco de inadimplência, reduzindo a exposição das instituições credoras.

No início de dezembro, o Tesouro rejeitou uma proposta maior, “No início de dezembro, o Tesouro rejeitou uma proposta de R$ 20 bilhões que os Correios negociavam com um consórcio de bancos. O comitê aceitava uma taxa de juros de até 18% ao ano, mas a oferta apresentada previa juros de 20% ao ano.

Próximos passos e impacto da decisão

Integrantes do governo e da estatal afirmam que os R$ 8 bilhões podem vir por meio de novo empréstimo com garantia da União ou por aporte direto do Tesouro, conforme as condições definidas nas próximas semanas.

“O martelo só deve ser batido, segundo pessoas que participam das discussões, no fim do primeiro semestre.” A alternativa escolhida terá impacto direto no endividamento dos Correios e nas contas públicas.

Enquanto as negociações avançam, o tema do Empréstimo Correios R$ 8 bilhões volta a ganhar atenção, pois determina se a estatal continuará a operar com garantia estatal, ou se receberá socorro direto via Tesouro, decisão que pode alterar o ritmo de reestruturação e o calendário de pagamentos.

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