quinta-feira, junho 4, 2026

Entressafra da cana-de-açúcar: usinas de Catanduva e Novo Horizonte ampliam manutenção, reformam colhedoras de até R$ 150 mil e mobilizam milhares

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Entenda os investimentos na entressafra da cana-de-açúcar, a revisão completa de colhedoras, moendas e caldeiras, e como equipes são remanejadas para garantir a próxima safra

Na entressafra, usinas aproveitam a pausa no corte para transformar barracões em oficinas, desmontar equipamentos e executar reformas que não são possíveis durante a safra.

O trabalho inclui desde a revisão de colhedoras até a desmontagem de moendas e caldeiras, com foco em segurança, eficiência e em reduzir riscos de parada no ciclo seguinte.

As ações, e os números citados a seguir, seguem o levantamento e relatos feitos na apuração, conforme informação divulgada pelo g1.

Revisão de colhedoras e custo das reformas

As colhedoras são prioridade, porque operam 24 horas por dia durante a safra. A vida útil é monitorada de perto, já que a vida útil média é de 18 mil horas, o equivalente a cinco períodos de safra. Na entressafra, as máquinas são desmontadas, peças são verificadas e as unidades recebem revisão completa.

O investimento não é pequeno, o material e o serviço somam valores elevados, por isso muitas unidades mantêm estoques de peças. Segundo o levantamento, o custo de R$ 150 mil por colhedora é usado como referência para as reformas mais complexas.

Moenda, caldeira e capacidade de moagem

Além das colhedoras, se concentram reparos na moenda e na caldeira, setores que apresentam maior desgaste após meses de operação contínua.

Em uma das unidades citadas, a usina possui capacidade para moer até 600 toneladas de cana por hora, o que exige revisões criteriosas para evitar paradas que impactem a produção de açúcar, etanol e energia.

Equipes, remanejamento e logística

Os times de manutenção reúnem profissionais fixos e trabalhadores remanejados da safra. Em Catanduva, a unidade conta com uma equipe exclusiva, formada por 164 funcionários, e mantém um estoque próprio com milhares de itens para reparos.

Na área de Novo Horizonte, parte dos reparos foi antecipada com apoio de empresas terceirizadas, e a própria usina remanejou pessoal, porque na entressafra trabalham cerca de 3 mil funcionários na estrutura da unidade, em diferentes funções.

Planejamento, clima e ganhos para a próxima safra

O serviço segue um mapeamento feito enquanto a usina está em operação, identificando desde pequenas falhas até componentes pesados que precisam ser deslocados com guindastes.

O cronograma também considera o clima, porque o período de chuvas pode atrasar instalações externas. Além dos reparos, as usinas aproveitam para trocar equipamentos e materiais, com o objetivo de aumentar eficiência e produtividade no início do próximo ciclo.

O balanço da entressafra é, portanto, investimento em manutenção, reposição e melhorias, para reduzir riscos e garantir que a próxima safra comece com menor chance de interrupções, e com máquinas e estruturas prontas para operar por longos períodos.

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