Entressafra da cana-de-açúcar: usinas de Catanduva e Novo Horizonte aumentam manutenção, reformam colhedoras de R$ 150 mil e preparam próxima safra
Na entressafra da cana-de-açúcar, unidades desmontam colhedoras, moendas e caldeiras, mobilizam equipes e substituem peças para garantir eficiência e início pontual da próxima safra
Durante o período entre safras, barracões viram oficinas e a rotina não para, porque é o momento de preparar a planta industrial e o maquinário agrícola para o próximo ciclo.
As revisões envolvem desmontagem completa de colhedoras, moendas e caldeiras, além da substituição de componentes maiores que exigem guindaste e logística especializada.
O processo inclui estoque próprio de peças, mapeamento de falhas feito na safra e remanejamento de funcionários, conforme informação divulgada pelo g1.
Revisão de colhedoras e vida útil das máquinas
As colhedoras trabalham sem parar na safra, operando 24 horas por dia durante cerca de nove meses, por isso voltam à oficina na entressafra para revisão completa.
Segundo a reportagem, a vida útil média dessas máquinas é de 18 mil horas, o que equivale a cerca de cinco períodos de safra, e a reforma de cada colhedora custa em torno de R$ 150 mil.
Na prática, cada unidade passa por desmontagem, verificação de peças e substituição de componentes desgastados para suportar a operação contínua no campo.
Manutenção industrial, moenda e caldeiras
Além das máquinas agrícolas, setores pesados como a moenda e a caldeira são totalmente desmontados por apresentarem maior desgaste ao longo da safra.
Uma das usinas citadas tem capacidade de moer até 600 toneladas de cana por hora, o que exige alinhamento mecânico e revisão de peças com alta precisão durante a entressafra.
Esses serviços costumam envolver fornecedores terceirizados para entregar equipamentos prontos ou para apoiar na instalação de itens substituídos.
Planejamento, estoque e mobilização de pessoal
Em Catanduva, a unidade mantém uma equipe exclusiva de manutenção com 164 funcionários e um estoque com milhares de itens usados em reparos, com objetivo de concluir tudo antes de março.
Na área rural de Novo Horizonte, parte dos reparos foi adiantada por empresas terceirizadas, e a usina conta com cerca de 3 mil funcionários que são remanejados para a manutenção na entressafra.
Um exemplo citado é o de Lenin Camargo, que atua como operador na safra e lidera o grupo de manutenção de válvulas entre dezembro e abril, ilustrando como as equipes se reorganizam para as revisões.
Impactos climáticos e foco em eficiência
O cronograma de manutenção também considera as condições climáticas, porque chuvas podem atrasar a instalação de máquinas em áreas externas, exigindo flexibilização nas prioridades de serviço.
Além da manutenção preventiva, as usinas aproveitam a entressafra para modernizar equipamentos, trocar materiais e implementar melhorias visando maior produtividade e eficiência na próxima safra.
Com esse conjunto de ações, as unidades buscam reduzir paradas não planejadas e garantir que a colheita e o processamento comecem no tempo certo, com o maquinário pronto para operar por longos períodos.