Entressafra da cana-de-açúcar: usinas de Catanduva e Novo Horizonte desmontam colhedoras, investem R$150 mil por máquina e reforçam manutenção para nova safra
Na entressafra da cana-de-açúcar, revisão total de colhedoras, moendas e caldeiras inclui desmontagem, trocas, logística com guindastes e cronograma condicionado ao clima
O período sem moagem não é pausa, é trabalho intensivo nas oficinas, com peças checadas e máquinas remontadas para chegar prontas ao início da próxima safra.
As intervenções vão de pequenas manutenções a desmontagens completas de equipamentos que operaram por meses, visando reduzir paradas em campo e aumentar a eficiência.
Os serviços incluem remanejamento de pessoal, estoque próprio de itens de reposição e contratos com terceirizadas para adiantar entregas e instalação.
conforme informação divulgada pelo g1
Revisão completa das colhedoras e custos
As colhedoras, que trabalham 24 horas por dia durante a safra por até nove meses, passam por revisão integral na entressafra para checar cada peça e prolongar a vida útil.
A vida útil média informada é de 18 mil horas, o equivalente a cerca de cinco períodos de safra, e a reforma de cada colhedora gira em torno de R$ 150 mil, segundo os dados divulgados.
A desmontagem completa permite identificar desgastes internos, substituir componentes críticos e reduzir o risco de falhas no início do ciclo seguinte.
Moenda, caldeiras e capacidade de moagem
Além das colhedoras, setores de moagem e caldeiras recebem atenção redobrada, por apresentarem maior desgaste durante a temporada de operação intensa.
Uma das unidades citadas tem capacidade para moer até 600 toneladas de cana por hora, por isso a manutenção desses equipamentos é vital para evitar perdas produtivas e riscos operacionais.
As intervenções abrangem trocas de peças pesadas, alinhamentos e testes hidrostáticos nas caldeiras, todos planejados para suportar operação contínua.
Equipes, logística e mapeamento de problemas
Em Catanduva, a usina encerrou a última safra em novembro e mantém uma equipe exclusiva de manutenção com 164 funcionários e um estoque com milhares de itens para reparos.
Na área rural de Novo Horizonte, parte dos serviços foi antecipada por terceirizadas, e a unidade remanejou cerca de 3 mil funcionários para atuar nas equipes de manutenção durante a entressafra.
O trabalho é guiado por um mapeamento feito em pleno funcionamento, que aponta desde pequenas peças até estruturas maiores, movimentadas com apoio de guindastes.
Clima, prazos e ganhos esperados
O cronograma das obras também considera o período de chuvas no noroeste paulista, que pode atrapalhar a instalação de máquinas em áreas externas.
Além das ações preventivas, as usinas aproveitam a entressafra para melhorias e substituição de equipamentos, com foco em aumentar a eficiência e a produtividade na safra seguinte.
Exemplo prático, citado na reportagem, é o caso de Lenin Camargo, que durante a entressafra atua como líder do grupo de manutenção de válvulas, mostrando como operários são remanejados para garantir a entrega dos serviços entre dezembro e abril.
Com estoques, planejamento e equipes dedicadas, as usinas buscam reduzir tempo de parada, custos emergenciais e garantir que a moagem recomece em condições ideais.