Durante a entressafra da cana-de-açúcar, usinas reforçam revisão de colhedoras, moendas e caldeiras, e readequam equipes para garantir início da próxima safra
Na entressafra, barracões viram oficinas e peças são verificadas peça a peça, buscando evitar paralisações no próximo ciclo.
Colhedoras, veículos e equipamentos agrícolas passam por desmontagem e revisão, com cronograma definido para entrega até março.
O trabalho envolve equipes internas e terceirizadas, mapas de falhas e cuidados com o clima para instalações externas, conforme informação divulgada pelo g1.
Reformas completas e custos por máquina
As colhedoras recebem atenção especial porque operam 24 horas por dia, por nove meses seguidos durante a safra, e têm vida útil média de 18 mil horas, o equivalente a cinco períodos de safra. Na entressafra, as máquinas são desmontadas, as peças verificadas e submetidas a revisão completa, com custo de reforma de cada unidade em torno de R$ 150 mil.
A usina de Catanduva mobiliza uma equipe fixa de manutenção com 164 funcionários, e mantém um estoque próprio com milhares de itens para reparos, o que acelera a reposição e reduz tempo de máquina parada.
Moenda, caldeira e capacidade de moagem
Além das colhedoras, os setores da moenda e da caldeira são totalmente desmontados por apresentarem maior desgaste ao longo da safra. A unidade citada tem capacidade para moer até 600 toneladas de cana por hora, portanto, a revisão dessas áreas é crítica para evitar perdas de produtividade.
As intervenções incluem troca de materiais, substituição de equipamentos e melhorias para aumentar eficiência, com peças pesadas sendo transportadas com auxílio de guindastes.
Mão de obra, remanejamento e planejamento
Na área rural de Novo Horizonte, usina que antecipou parte das instalações, parte dos reparos foi realizada por empresas terceirizadas que adiantaram entregas neste ano, e outras atividades foram feitas internamente.
Durante a entressafra, cerca de 3 mil funcionários trabalham na unidade citada, sendo muitos remanejados das funções de safra para atuar nas equipes de manutenção, como Lenin Camargo, operador que virou líder do grupo de manutenção de válvulas entre dezembro e abril.
Clima, prazos e ganhos esperados
O prazo para executar serviços considera as condições climáticas, como o período de chuvas no noroeste paulista, que pode atrasar instalações externas, por isso o planejamento segue mapeamento feito enquanto a usina está em funcionamento.
O objetivo das ações na entressafra é reduzir falhas na safra seguinte, aumentar a eficiência operacional e prolongar a vida útil dos equipamentos, diminuindo custos e garantindo maior produtividade no campo e na fábrica.