Na entressafra da cana-de-açúcar, colhedoras, moendas e caldeiras são desmontadas e reformadas, com estoques, mapeamento de problemas e remanejamento de funcionários
O período entre safras concentra trabalhos essenciais nas unidades que produzem açúcar, etanol e energia, com oficinas cheias e cronogramas apertados para garantir o início da próxima colheita.
Máquinas que operaram de forma contínua durante meses são desmontadas, inspecionadas e reformadas, e partes complexas chegam a ser substituídas por peças novas ou recondicionadas.
Conforme informação divulgada pelo g1
Revisão completa das colhedoras e custo das reformas
As colhedoras são alvo principal das manutenções, pois trabalham 24 horas por dia durante a safra. A unidade de Catanduva mantém um setor exclusivo para esse serviço.
A unidade conta com uma equipe exclusiva para o setor, formada por 164 funcionários.
A vida útil média é de 18 mil horas, o equivalente a cinco períodos de safra.
O custo de reforma de cada máquina gira em torno de 150 mil reais.
Moenda, caldeiras e capacidade de processamento
Além das colhedoras, setores como a moenda e as caldeiras são totalmente desmontados por apresentarem maior desgaste ao longo do ciclo de moagem.
A usina tem capacidade para moer até 600 toneladas de cana por hora.
Os serviços nas áreas de fábrica exigem equipamentos pesados e logística para transporte e montagem, muitas vezes com ajuda de guindastes e equipes especializadas.
Mão de obra, planejamento e impacto do clima
Em Novo Horizonte, parte das manutenções foi antecipada com a ajuda de prestadores de serviços, enquanto outras intervenções foram feitas dentro da própria unidade.
Durante a entressafra, funcionários da safra são remanejados para as equipes de manutenção. É o caso de Lenin Camargo, operador da fábrica de açúcar durante a safra e líder do grupo de manutenção de válvulas entre dezembro e abril.
O cronograma de obras considera o calendário de chuvas no noroeste paulista, pois a instalação de máquinas em áreas externas depende de condições climáticas favoráveis.
Estoques, modernização e ganhos de produtividade
As usinas também aproveitam o intervalo para trocar materiais, substituir equipamentos e promover melhorias que visam reduzir perdas e aumentar a eficiência operacional.
Uma das estratégias é manter estoques com milhares de itens usados nos reparos, o que acelera o retorno das máquinas ao campo e diminui o risco de atrasos no início da moagem.
Com revisões completas, reformas e investimentos pontuais, as unidades esperam chegar ao início da próxima safra com equipamentos mais confiáveis, prontos para operar e sustentar a produção de açúcar, etanol e energia.