Manutenção completa de colhedoras, moendas e caldeiras, estoque de peças e remanejamento de equipes garantem eficiência e início da próxima safra em Catanduva e Novo Horizonte
Durante a entressafra da cana-de-açúcar, usinas transformam barracões em oficinas, com desmontagem total de máquinas e reformas para preparar o próximo ciclo.
O trabalho inclui revisão de colhedoras, moendas e caldeiras, substituição de peças e ajustes estruturais, além do planejamento conforme o calendário de chuvas.
As informações sobre práticas e números das unidades do noroeste paulista foram divulgadas em reportagem, conforme informação divulgada pelo g1.
Revisão de colhedoras e custos
Entre os equipamentos que recebem maior atenção estão as colhedoras, que operam 24 horas por dia durante a safra. Na entressafra, as máquinas são desmontadas e cada peça é verificada para retorno ao campo.
Segundo a reportagem, o custo de reforma de cada máquina gira em torno de 150 mil reais, e a manutenção vise prolongar a operação contínua durante os ciclos seguintes.
A vida útil média de uma colhedora foi citada como “A vida útil média é de 18 mil horas, o equivalente a cinco períodos de safra”, e esse cálculo orienta o cronograma de revisões completas.
Moendas, caldeiras e capacidade de moagem
Os setores da moenda e da caldeira também passam por desmontagem, por apresentarem maior desgaste ao longo da safra. As intervenções incluem revisão de peças, alinhamentos e substituição de componentes pesados, movidos com guindastes.
Uma das usinas citadas tem capacidade de moer até 600 toneladas de cana por hora, o que exige manutenção rigorosa para evitar paradas inesperadas e preservar a eficiência energética.
Além de reparos, as entressafras servem para melhorias que aumentam produtividade, como modernizações e troca de materiais por opções mais duráveis.
Equipe, estoque de peças e logística
Em Catanduva, a unidade mantém uma equipe exclusiva para manutenção, formada por 164 funcionários, e um estoque próprio com milhares de itens usados nos reparos e conservação.
Na área rural de Novo Horizonte, parte dos serviços foi antecipada por empresas terceirizadas, e a usina remanejou trabalhadores da safra para integrar as equipes de manutenção. A reportagem aponta que a unidade conta com cerca de 3 mil funcionários.
O trabalho de manutenção é guiado por um mapeamento de problemas feito durante a safra, que vai de pequenas peças até estruturas maiores. O cronograma também considera fatores climáticos, como o período de chuvas no noroeste paulista, que pode afetar obras externas.
Impacto na próxima safra e eficiência
Ao usar a entressafra para revisões preventivas e substituições, as usinas buscam reduzir falhas, ampliar a disponibilidade das máquinas e elevar a produtividade na moagem e na colheita.
Reformas completas, estoques estratégicos e equipes dedicadas são medidas que visam garantir que a operação comece o mais perto possível do planejamento ideal, com máquinas prontas e menos risco de paradas.
Reportagem com detalhes e imagens das revisões foi exibida no programa em 15/02/2026, e as informações acima foram levantadas conforme informação divulgada pelo g1.