Estoque de camisinhas acaba em 3 dias na Vila Olímpica dos Jogos de Inverno em Cortina, Milano-Cortina, organização repõe 10.000 preservativos
Na Vila Olímpica de Cortina d’Ampezzo e nas acomodações nas montanhas, a demanda por preservativos superou as expectativas, e novos lotes serão distribuídos até o fim das competições
Atletas, membros de equipes e organizadores dos Jogos Olímpicos de Inverno consumiram rapidamente o estoque de camisinhas disponível nas vilas, deixando dispensadores vazios em poucos dias.
A organização local informou que cerca de 10.000 preservativos foram distribuídos inicialmente e que o abastecimento será retomado para garantir oferta contínua durante o evento.
O episódio ressalta o lado social dos Jogos e a prática, prevista pela Carta Olímpica, de fornecer preservativos gratuitamente a competidores em vilas olímpicas, conforme informação divulgada pelo g1.
O que aconteceu na Vila Olímpica
Segundo a organização, os preservativos colocados em pontos de distribuição em Cortina d’Ampezzo e nas vilas das montanhas foram usados em ritmo muito maior do que o previsto.
Em coletiva, o porta-voz do Comitê Olímpico Internacional, Mark Adams, destacou os números, ao afirmar, “Dez mil preservativos foram usados, e temos 2.800 atletas, tirem suas próprias conclusões”, e comentou também, “Claramente, isso mostra que o Dia dos Namorados (celebrado na Europa e nos Estados Unidos em 14 de fevereiro) está a todo vapor na Vila Olímpica”.
Atletas relataram surpresa com a rapidez do consumo, e um competidor disse ao jornal La Stampa, “Eles acabaram em três dias”.
Resposta dos organizadores e regras
Os organizadores dos Jogos de Milão-Cortina afirmaram que o estoque de camisinhas estava sendo reabastecido, depois de reconhecer uma “demanda maior do que a prevista”.
Em nota, a organização informou, “Suprimentos adicionais estão sendo entregues e serão distribuídos por todas as Vilas entre hoje (sábado) e segunda-feira”, e que os estoques serão reabastecidos continuamente até o final dos Jogos para garantir disponibilidade contínua.
Adams lembrou ainda a norma que orienta a prática, ao dizer, “É a regra 62 da Carta Olímpica que temos que ter preservativos”.
Reações de atletas e interpretações
O patinador artístico mexicano Donovan Carrillo disse à Reuters, “Eu vi isso esta manhã. Fiquei chocado, como todo mundo”.
A esquiadora alpina Mialitiana Clerc, que representa Madagascar, relatou que não havia mais preservativos em sua acomodação, e que caixas deixadas na entrada dos prédios esvaziavam diariamente.
Alguns atletas também reconheceram que parte dos preservativos pode ter sido levada como lembrança, em vez de uso imediato, o que contribuiu para o rápido esvaziamento dos pontos de distribuição.
O que muda para o restante dos Jogos
Com pouco mais de uma semana de competições pela frente, os organizadores garantem reposição contínua do estoque de camisinhas, para atender a atletas, técnicos e profissionais que circulam pelas vilas.
O caso volta a destacar políticas de saúde pública em eventos esportivos de grande porte, e a necessidade de planejamento logístico para atender demandas imprevisíveis em ambientes com grande concentração de jovens.