Na Vila Olímpica de Cortina d’Ampezzo, o estoque de camisinhas acabou após demanda acelerada, e organização diz que reposição de preservativos seguirá regularmente até o fim dos Jogos
Atletas e membros da organização dos Jogos de Inverno consumiram rapidamente os preservativos distribuídos gratuitamente na Vila Olímpica, e o estoque acabou no fim de semana, faltando pouco mais de uma semana de competições.
Foram distribuídos cerca de 10.000 preservativos pela cidade de Cortina d’Ampezzo e pelos alojamentos nas montanhas, para uso por atletas e equipes, prática considerada praxe em Olimpíadas para promover relações seguras.
Segundo a organização, a reposição já está em andamento e os suprimentos serão entregues e redistribuídos entre as vilas para garantir disponibilidade contínua, conforme informação divulgada pelo g1
Como ocorreu a distribuição e o esgotamento
Os preservativos foram colocados em pontos de fácil acesso dentro dos prédios da Vila Olímpica e em pontos da cidade, com o objetivo de oferecer proteção gratuita aos competidores, em sua maioria jovens.
De acordo com a organização dos Jogos de Milão-Cortina, os estoques haviam sido esgotados por uma ‘demanda maior do que a prevista’, e materiais adicionais estavam sendo entregues para reposição entre sábado e segunda-feira, com reabastecimento contínuo até o fim das competições.
Dados e declaração oficial
O número divulgado pela organização indica que 10.000 preservativos foram usados, enquanto a delegação reúne cerca de 2.800 atletas nas competições, um dado que levou o porta-voz do Comitê Olímpico Internacional, Mark Adams, a comentar em coletiva, ‘Dez mil preservativos foram usados, e temos 2.800 atletas, tirem suas próprias conclusões’, segundo relatos da Reuters.
Adams também ressaltou a obrigatoriedade da oferta do material, ‘É a regra 62 da Carta Olímpica que temos que ter preservativos’, afirmando que a norma orienta as ações dos organizadores para garantir relações seguras.
Reações de atletas e relatos na Vila Olímpica
Competidores reagiram com surpresa ao ver os dispensadores vazios, e relatos de que os preservativos desapareceram em poucos dias circularam entre as delegações.
O patinador artístico mexicano Donovan Carrillo disse, ‘Eu vi isso esta manhã. Fiquei chocado, como todo mundo’, e outro atleta afirmou ao jornal italiano que ‘Eles acabaram em três dias’, indicando um consumo muito acima do esperado pela organização.
A esquiadora Mialitiana Clerc, que representa Madagascar, contou que ‘Havia muitas caixas na entrada de todos os prédios onde estávamos hospedados e, todos os dias, tudo sumia das caixas’, e observou que parte da retirada pode ter sido para lembranças, com atletas levando preservativos como souvenir.
Reposição, normas e significado social
Os organizadores garantiram que os suprimentos adicionais estavam sendo distribuídos por todas as Vilas e que os estoques seriam reabastecidos continuamente até o final dos Jogos, para garantir disponibilidade contínua, conforme comunicado oficial citado pela organização.
Além do aspecto prático de proteção, os dispensadores vazios também refletem o lado social das Olimpíadas, mostrando que, entre provas e medalhas, há intensa interação entre competidores e equipes durante a convivência na Vila Olímpica.
As informações sobre números e declarações foram divulgadas por veículos que cobriram os Jogos e pela organização, incluindo relatos e entrevistas citados pela Reuters e pela cobertura do g1.