EUA afirmam que três soldados americanos foram mortos em operação no Irã, ataque coordenado com Israel, Teerã anuncia morte de Khamenei e luto nacional
Segundo o Comando Central americano, ‘esforços de resposta estão em andamento’, enquanto o Irã declara 40 dias de luto e o governo chama o episódio de ‘crime’, aumentando risco de escalada
Uma operação que, segundo autoridades dos Estados Unidos, deixou três soldados americanos mortos no Irã intensificou uma crise já crescente entre Washington, Teerã e Tel Aviv.
As forças armadas dos Estados Unidos e de Israel, conforme relatado, promoveram um ataque coordenado, e o Irã respondeu com lançamentos de mísseis contra bases americanas em países do Oriente Médio.
As declarações oficiais e as reações públicas, tanto nos EUA quanto no Irã, foram divulgadas em tom duro, com promessas de retaliação e acusações mútuas, conforme informação divulgada pelo g1.
O que dizem as autoridades americanas
Segundo o Comando Central americano, houve confirmação de mortes entre militares dos EUA durante operação no território iraniano, e, nas comunicações oficiais, o órgão afirmou que ‘esforços de resposta estão em andamento’.
A divulgação não detalhou publicamente o local exato da operação nem as circunstâncias em que os três soldados foram mortos, mantendo, por ora, posicionamento restrito sobre as ações no terreno e as medidas subsequentes.
Anúncios oficiais do Irã sobre Khamenei e luto nacional
O gabinete do governo do Irã, presidido por Masoud Pezeshkian, declarou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral após o episódio, segundo a agência estatal citada pela reportagem.
Em nota oficial, o governo afirmou, ‘É com profundo pesar e consternação que informamos que, após o ataque brutal do governo criminoso dos Estados Unidos e do regime abjeto sionista, o modelo de fé, luta e resistência, o líder supremo da Revolução Islâmica, sua eminência o grande aiatolá Ali Khamenei, alcançou a grande graça do martírio’.
A agência também afirmou que Khamenei foi morto em seu local de trabalho na manhã do sábado mencionado, e reproduziu comunicado das Guardas Revolucionárias, que dizem que ‘O Corpo da Guarda da Revolução Islâmica, as Forças Armadas da República Islâmica e o vasto Basij continuarão poderosamente o caminho de seu guia para defender o precioso legado deste líder supremo’.
Reações de Donald Trump e de Israel
O ex-presidente Donald Trump, em publicação na rede social Truth Social, afirmou que Khamenei não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento dos Estados Unidos, em parceria com Israel, e escreveu que ‘Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários’.
Trump declarou ainda que os bombardeios contra o Irã vão continuar para alcançar ‘paz no Oriente Médio e no mundo’, e afirmou esperar que integrantes das forças iranianas se unam à população para ‘devolver grandeza’ ao país.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse haver indícios de que Khamenei estava morto, e afirmou que forças israelenses destruíram um complexo usado pelo líder supremo, conforme repercutido nas mesmas coberturas.
Risco de escalada e cenários possíveis
Com as partes fazendo acusações diretas, usando termos fortes e divulgando ações militares, o risco de nova escalada na região aumenta. A confirmação das mortes, as retaliações e as movimentações diplomáticas devem ser acompanhadas nas próximas horas.
Fontes oficiais americanas, declarações do governo iraniano e mensagens de líderes políticos, todas citadas aqui, mostram um cenário volátil, com declarações públicas que podem influenciar decisões militares e políticas nas próximas semanas.