Relatos de Washington apontam morte de três soldados americanos no Irã, resposta iraniana inclui anúncio de luto nacional e comunicado que afirma martírio de Khamenei
Um confronto entre forças dos Estados Unidos, aliados e o Irã elevou a tensão na região neste fim de semana.
O Pentágono e o Comando Central americano relatam perdas e ações em reação a ataques e a uma ofensiva coordenada com Israel.
Os desdobramentos incluem declarações oficiais do Irã sobre a morte de seu líder supremo, e comunicações públicas de autoridades internacionais, conforme informação divulgada pelo g1.
O que os EUA informaram
As autoridades americanas disseram que três soldados americanos foram mortos em uma operação no Irã. O Comando Central dos EUA publicou que, “esforços de resposta estão em andamento”, sem detalhar imediatamente os locais ou as circunstâncias completas da ação.
Fontes citadas pela imprensa apontaram que forças dos Estados Unidos e de Israel realizaram um ataque coordenado ao Irã no sábado, 28, e que o Irã retaliou com disparos contra bases americanas em países do Oriente Médio.
Reação oficial do Irã e anúncio sobre Khamenei
O gabinete do governo do Irã, cujo presidente é Masoud Pezeshkian, declarou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral.
Em nota oficial, o governo afirmou, “É com profundo pesar e consternação que informamos que, após o ataque brutal do governo criminoso dos Estados Unidos e do regime abjeto sionista, o modelo de fé, luta e resistência, o líder supremo da Revolução Islâmica, sua eminência o grande aiatolá Ali Khamenei, alcançou a grande graça do martírio”, classificando o episódio como um crime e prometendo uma resposta.
A agência estatal informou que Khamenei teria sido morto em seu local de trabalho na manhã do sábado, e citou que isso demonstraria a falsidade de alegações anteriores sobre sua proteção em local seguro.
Declarações de líderes e repercussão internacional
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em rede social que Khamenei não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento americanos, em parceria com Israel, e escreveu que, “não havia nada” que o líder supremo pudesse fazer.
Trump publicou ainda, “Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários”, e afirmou que os bombardeios contra o Irã vão continuar para alcançar “paz no Oriente Médio e no mundo”.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse haver indícios de que Khamenei estava morto e afirmou que forças israelenses destruíram um complexo ligado ao líder supremo.
Cenário e próximos passos
As Forças Armadas iranianas, incluindo as Guardas Revolucionárias, lamentaram a morte e prometeram continuar o legado de seu líder, segundo comunicado reproduzido pela agência estatal.
Analistas apontam para um risco elevado de novas ações militares e de uma escalada de retaliações, enquanto países do Golfo e atores regionais se mobilizam para avaliar os impactos humanitários e estratégicos.
Com as informações ainda em atualização, autoridades internacionais devem divulgar nos próximos dias detalhes sobre vítimas, responsabilidades e possíveis negociações diplomáticas para conter a crise.