Licenças gerais do OFAC permitem “transações relacionadas a operações do setor de petróleo ou gás na Venezuela”, em esforço dos EUA para ampliar produção após mudança política
Autoridades dos Estados Unidos emitiram nesta sexta-feira autorizações que permitem a cinco grandes petroleiras retomarem atividades na Venezuela, após meses de sanções e restrições financeiras.
As empresas liberadas são BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell, e a medida foi tomada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, o OFAC, do Departamento do Tesouro norte-americano.
O movimento ocorre em um momento de intensa mudança política no país vizinho, com esforços dos EUA para impulsionar a produção de petróleo, conforme informação divulgada pelo g1.
O que as licenças permitem
Segundo a divulgação, as autorizações do OFAC permitem “transações relacionadas a operações do setor de petróleo ou gás na Venezuela”, sob determinadas condições. A formulação exata da liberação foi citada pelas autoridades como enquadramento para atividades comerciais controladas.
Na prática, isso significa que contratos, operações técnicas e pagamentos vinculados à produção poderão ser reativados desde que respeitem regras específicas definidas pelo Tesouro dos EUA.
Quem foi beneficiado
As cinco multinacionais citadas receberam licenças gerais, o que abre caminho para retomar investimentos e produção no país. Fontes oficiais enfatizam que as autorizações não são irrestritas, e que cada operação terá de seguir os limites impostos pelo OFAC.
Contexto político e diplomático
Integrantes do governo do presidente Trump vêm trabalhando com a líder interina Delcy Rodriguez, após a derrubada do líder socialista Nicolas Maduro em 3 de janeiro. O movimento faz parte de uma ofensiva para reorganizar a indústria venezuelana e aumentar a oferta global de petróleo.
A decisão foi divulgada em 13 de fevereiro de 2026, e foi noticiada pela agência France Presse, conforme a apuração citada pelo g1.
Impactos no mercado e próximos passos
Analistas avaliam que a reabertura das operações pode pressionar os preços ao lado da oferta, dependendo da velocidade de retorno das plataformas e refinarias, e da capacidade das empresas de retomar investimentos em infraestrutura.
Nos próximos dias, espera-se detalhamento das condições estabelecidas pelo OFAC e anúncios das próprias petroleiras sobre planos operacionais e cronogramas de retorno.