EUA autorizam cinco grandes petroleiras a retomar operações na Venezuela, BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell ganham licenças gerais do OFAC para atuar

OFAC concede autorizações que permitem, entre outras coisas, “transações relacionadas a operações do setor de petróleo ou gás”, visando ampliar a produção venezuelana após mudança de poder

Autoridades dos Estados Unidos liberaram na sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, licenças que permitem a retomada de atividades de grandes petroleiras na Venezuela.

As autorizações foram concedidas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, do Departamento do Tesouro, e abrangem empresas como BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell.

As medidas ocorrem no contexto de um esforço do governo dos EUA para aumentar a produção energética venezuelana, conforme informação divulgada pelo g1

O que as licenças autorizam

O OFAC emitiu licenças gerais que permitem, sob certas condições, transações vinculadas ao setor energético. Segundo a nota divulgada, as autorizações permitem “transações relacionadas a operações do setor de petróleo ou gás”.

Na prática, as permissões viabilizam contratos, pagamentos e atividades operacionais necessárias para que as empresas possam retomar operações na Venezuela, desde que cumpram requisitos impostos pelas licenças.

Quais empresas foram contempladas

As cinco multinacionais mencionadas pela medida são BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell. Essas companhias receberam autorização dos EUA para voltar a atuar no país, após anos de restrições.

A decisão representa um retorno significativo de atores globais ao setor petrolífero venezuelano, e pode acelerar reparos, extração e logística, caso as empresas optem por reinvestir no país.

Contexto político e objetivo das autorizações

A medida foi anunciada em um momento de mudança política na Venezuela, após a destituição e prisão do presidente anterior, e esforços de diálogo entre autoridades dos EUA e a liderança interina local.

O governo norte-americano busca, com as licenças, ampliar a produção energética venezuelana, reduzindo gargalos e atraindo expertise internacional para recuperar capacidade de extração.

Impacto esperado no mercado de petróleo

Analistas afirmam que a volta de gigantes do setor pode influenciar a oferta global, embora o ritmo de retorno dependa de investimentos e da estabilidade política e regulatória local.

Se as empresas confirmarem planos de operação, a movimentação deve ter efeito gradual, tanto na infraestrutura venezuelana quanto nas dinâmicas de preço do petróleo.