EUA autorizam petroleiras a retomar operações na Venezuela, OFAC libera BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell em licenças para aumentar produção venezuelana

Medida do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros autoriza, sob condições específicas, “transações relacionadas a operações do setor de petróleo ou gás”, e sinaliza esforço dos EUA para ampliar a oferta energética venezuelana

Autoridades dos Estados Unidos emitiram, nesta sexta-feira, licenças que permitem a retomada de atividades de grandes companhias petrolíferas na Venezuela.

As autorizações, concedidas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, vêm no contexto de tentativa norte-americana de ampliar a produção venezuelana após mudança de poder no país.

As licenças foram direcionadas a empresas como BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell, e têm regras específicas sobre as operações permitidas, conforme informação divulgada pelo g1

O que as licenças autorizam

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, OFAC, do Departamento do Tesouro, emitiu licenças gerais que autorizam “transações relacionadas a operações do setor de petróleo ou gás” na Venezuela, sob determinadas condições.

Entre as autorizadas estão as multinacionais BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell, que receberam permissão para retomar atividades sem a ameaça direta de sanções, quando cumprirem as regras estabelecidas pelo OFAC.

Por que os EUA tomaram a decisão

O governo americano, sob a administração do presidente Trump, busca ampliar a produção energética venezuelana após a destituição e prisão do presidente do país, ocorrida em 3 de janeiro.

Fontes indicam que integrantes do governo Trump têm trabalhado com a líder interina Delcy Rodriguez, numa tentativa de estabilizar a operação do setor e aumentar a oferta de petróleo, segundo relatos divulgados à imprensa.

Impactos para o mercado e próximas etapas

Analistas apontam que a reentrada de grandes petroleiras pode acelerar a recuperação da produção venezuelana, mas ressalvam que o efeito depende das condições impostas nas licenças e do estado das infraestruturas locais.

Mercados internacionais acompanharão decisões sobre investimentos e contratos, enquanto as empresas e o OFAC definem parâmetros operacionais e de conformidade, que determinarão a velocidade da retomada.

O cenário segue cercado de incertezas políticas e legais, e os próximos movimentos do governo americano, das empresas e das autoridades venezuelanas serão decisivos para a evolução da produção e dos preços globais.