EUA autorizam petroleiras BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell a retomar operações na Venezuela e tentar reaquecer produção petrolífera após mudança de poder
Licenças do OFAC liberam transações de petróleo e gás para cinco multinacionais, em medida alinhada à estratégia de Washington para ampliar oferta energética venezuelana
Autoridades dos Estados Unidos emitiram autorizações que permitem a retomada de atividades de grandes empresas no setor petrolífero venezuelano.
As licenças abrangem operações específicas no setor de óleo e gás, com condições definidas pelo Departamento do Tesouro norte-americano.
As informações sobre as autorizações foram divulgadas pela imprensa internacional e confirmadas em nota oficial, conforme informação divulgada pelo g1.
O que as licenças autorizam
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, o OFAC, emitiu licenças gerais que permitem “transações relacionadas a operações do setor de petróleo ou gás na Venezuela“, sob determinadas condições.
Entre as empresas citadas estão BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell, que receberam autorização para retomar atividades sem risco de sanções enquanto seguirem as regras impostas pelo OFAC.
Contexto político e objetivo dos EUA
A decisão ocorre em meio a uma mudança política em Caracas, e faz parte de uma estratégia de Washington para aumentar a oferta energética venezuelana.
Autoridades americanas, segundo reportagens, vêm dialogando com a liderança interina de Caracas após a derrubada do governo anterior em 3 de janeiro, em um cenário que incluiu a destituição e prisão do presidente do país.
Impactos imediatos para o mercado
Analistas apontam que a volta das multinacionais pode acelerar a recuperação da produção, ao liberar investimentos e operações técnicas necessárias em campos e infraestruturas.
O anúncio provocou reações nos mercados petrolíferos, porque a entrada das petroleiras tende a aumentar a oferta, embora os efeitos dependam da escala das operações e do prazo para retomada das atividades.
Próximos passos e condições
As autorizações são condicionais, e as empresas precisam cumprir requisitos estabelecidos pelo OFAC, inclusive em relação a transações específicas e supervisão das operações.
Resta observar como BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell vão operacionalizar projetos e se quais investimentos serão antecipados, enquanto a comunidade internacional monitora desdobramentos políticos e econômicos na Venezuela.