EUA autorizam petroleiras na Venezuela, BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell recebem licenças do OFAC para retomar operações e ampliar produção
Licenças gerais do OFAC permitem às petroleiras na Venezuela realizar “transações relacionadas a operações do setor de petróleo ou gás”, enquanto Washington busca aumentar produção após mudança de poder
Autoridades dos Estados Unidos emitiram, nesta sexta, 13/02/2026, autorizações que liberam cinco grandes empresas para retomar atividades no setor energético venezuelano.
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, OFAC, do Departamento do Tesouro, emitiu licenças gerais para as empresas BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell, permitindo operações sob condições específicas.
A medida ocorre no contexto de uma tentativa do governo dos EUA de ampliar a produção de petróleo, após a destituição e prisão do presidente do país, e com diálogo entre Washington e a líder interina Delcy Rodriguez, conforme informação divulgada pelo g1.
O que autorizam as licenças
As autorizações do OFAC, descritas como licenças gerais, permitem “transações relacionadas a operações do setor de petróleo ou gás” na Venezuela, desde que as empresas sigam condições determinadas pelo órgão americano.
O texto oficial destaca que as permissões abrangem atividades operacionais necessárias para extrair, processar e vender petróleo e gás, quando realizadas dentro das restrições estabelecidas pelo Departamento do Tesouro.
Empresas envolvidas e alcance prático
As cinco petroleiras mencionadas já operaram na Venezuela em anos anteriores, e as autorizações do OFAC abrem espaço para que BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell retomem projetos e contratos que estavam suspensos devido às sanções.
Na prática, a retomada dependerá de aprovações adicionais, de conformidade com regras de compliance e de análises de risco por parte das companhias, além de possíveis exigências contratuais no país anfitrião.
Contexto político e impacto esperado
A decisão americana ocorre após uma mudança de poder na Venezuela, com a destituição e prisão do presidente anterior em 3 de janeiro, e com interlocução entre membros do governo Trump e a liderança interina.
Analistas apontam que a reativação das petroleiras na Venezuela pode ajudar a aumentar a oferta global de petróleo, influenciar preços e atrair investimentos, mas o resultado dependerá da estabilidade política, da capacidade de produção e das condições impostas pelas licenças.
Próximos passos e monitoramento
As empresas interessadas deverão seguir as condições do OFAC, e o cumprimento será monitorado pelo Departamento do Tesouro, com possibilidade de ajustes conforme a evolução política e econômica na Venezuela.
Em resumo, a liberação das operações representa um movimento significativo para reintegrar as petroleiras na Venezuela ao mercado, com efeitos que serão acompanhados de perto por governos, investidores e pelo setor energético.